Espaço para interação de cidadãos e cidadãs interessados no debate de políticas públicas para a cultura no município de Santa Cruz do Sul

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Aos caros amigos:
Estou expondo individualmente na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves, vale dar uma espiadinha no blog a seguir: http://meublogiedabeltrao.blogspot.com/2009/07/porquinha-carnivora-e-outras-perfeicoes.html

Abraços
Alceo Luiz De Costa
Escultor

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Para os novos companheiros de jornada

Meus amigos, minhas amigas,
na reunião de julho tivemos a presença de várias pessoas novas, que vieram pela primeira vez a uma reunião do Fórum. Quero dar as boas vindas e dizer da nossa alegria de poder contar com este reforço. Para aqueles que tiverem interesse em situar-se na discussão, tanto do Fórum em geral, como especificamente sobre a criação do Conselho Municipal de Cultura (CMC), sugiro que deem uma olhada nas postagens anteriores. Para facilitar a empreitada, sugiro algumas em especial:

http://culturascs.blogspot.com/2009/01/sugestes-para-reunio-de-quarta.html
http://culturascs.blogspot.com/2009/02/democracia.html
http://culturascs.blogspot.com/2009/02/objetivos-e-funcionamento-do-forum-de.html
http://culturascs.blogspot.com/2009/02/sistematizando.html

Cultura, desenvolvimento e crescimento econômico

Cultura como vetor do desenvolvimento local

Parte 1: Definindo os termos
Para uma discussão séria sobre as relações entre cultura e desenvolvimento devemos começar perguntando o que entendemos por cada um destes conceitos.
Desenvolvimento é um conceito muito discutido e enfocado sob múltiplas perspectivas, muitas delas contraditórias. Para a discussão que nos interessa fazer, uma primeira providência passa por distinguir entre desenvolvimento e crescimento econômico, observando as diferentes faces do desenvolvimento – desenvolvimento econômico, desenvolvimento social, desenvolvimento científico e tecnológico – e perguntando onde se localizam e que papel desempenham os aspectos culturais, educacionais e humanos do desenvolvimento. Este movimento analítico pode nos conduzir, por exemplo, ao conjunto de indicadores que compõem o IDH (índice de desenvolvimento humano adotado pela ONU e seus diversos organismos).
No estudo do desenvolvimento podemos aprender muito com Celso Furtado, um dos maiores intelectuais brasileiros, economista que foi ministro do planejamento e ministro da cultura. Segundo Celso Furtado o verdadeiro desenvolvimento só ocorre quando beneficia o conjunto da sociedade. Ou seja, desenvolvimento não é só crescimento econômico. Crescimento econômico eleva a renda per capita mas não diminui as desigualdades sociais nem elimina a pobreza e a miséria. Superar o subdesenvolvimento requer criatividade política impulsionada pela vontade coletiva. Por isso, diz Furtado, impõe-se formular uma política de desenvolvimento que “abra espaço à realização das potencialidades de nossa cultura” (Em busca de novo modelo. Ed. Paz e Terra, 2002).
Cultura, igualmente, é um conceito difícil de definir com precisão. Entre as mais de trezentas definições que aparecem nos livros de antropologia, uma das mais aceitas entre os antropólogos é a de modo de vida, segundo a qual a cultura corresponde ao modo de vida de um povo ou nação, constituindo e expressando o seu modo de sentir, pensar e agir. Esta noção de cultura aplica-se a todas as práticas, materiais e simbólicas, de um grupo ou sociedade, abrangendo os modos de fazer, as práticas corporais, as crenças, os saberes, os gostos, os hábitos, os estilos, a concepção de mundo, os conceitos de natureza, de sociedade, de humanidade, de sagrado, de proibido, de obrigatório e englobando todas as demais instâncias do sistema social: as relações econômicas, políticas e familiares, as religiões, as artes, as profissões.
Esta compreensão de cultura afirma a impossibilidade de analisar separadamente as dimensões simbólicas e materiais da sociedade, já que os processos de expressão simbólica (representação ou reelaboração) remetem a estruturas mentais, a operações de reprodução ou transformação social, a práticas e instituições que por mais que se ocupem da cultura, implicam uma certa materialidade (por exemplo, escolas, meios de comunicação, igrejas, museus, academias e centros culturais), ou seja, não existe produção de sentido que não esteja inserida em estruturas materiais assim como as práticas sócio-econômicas habituais estão carregadas de sentido simbólico.
Em função disso, na discussão sobre as relações entre cultura e desenvolvimento vamos considerar a cultura em suas três dimensões, enquanto produção simbólica (foco na valorização da diversidade, das expressões e dos valores culturais), enquanto direito e cidadania (foco nas ações de inclusão social por meio da Cultura) e enquanto economia (foco na geração de empregos e renda, fortalecimento de cadeias produtivas e regulação).
E com isso chegamos a uma compreensão de cultura como um processo social de produção. Ou seja: a cultura constitui um âmbito específico do sistema social e não pode ser compreendida isoladamente porque tanto está condicionada pelo social, como está inserida em todo fato sócio-econômico, toda e qualquer prática é simultaneamente material e simbólica.
Com base nestas definições de desenvolvimento e cultura pretendo apresentar na segunda parte deste artigo uma reflexão sobre a necessidade da institucionalização das ações culturais com base em políticas públicas que garantam a participação da população e sobre a responsabilidade da comunidade e do poder público com a criação e manutenção de equipamentos culturais e a disponibilização de conterúdos culturais condizentes com a formação, via educação, de um público que valorize a diversidade das manifestações culturais.
Por ora adianto que os tópicos que deveriam ser contemplados na elaboração destas políticas e ações culturais envolvem:
- criar condições para que todos e cada um, particularmente articulados em grupos e coletivos, possam exprimir-se e exercitar sua cidadania cultural;
- criar equipamentos coletivos para a produção, manifestação e fruição da diversidade cultural da cidade;
- elaborar uma programação cultural que atenda à diversidade de demandas culturais de diferentes grupos e setores da população;
- investir em um projeto educacional de formação de produtores culturais.
- investir na formação de um público capaz de desfrutar e aproveitar de conteúdos culturais os mais variados, desde projeções de filmes e exibições de teatro e música até palestras científicas e filosóficas, mostras de artesanato, oficinas artísticas variadas, espetáculos folclóricos, cursos de culinária regional e exposições de grandes mestres da escultura, da fotografia e das artes plásticas.

Parte 2: Políticas públicas e ação cultural
A produção da cultura surge das necessidades globais de um sistema social e está condicionada por ele. Falar da cultura como produção supõe levar em consideração os processos produtivos materiais que são necessários para a invenção, o conhecimento ou a representação de alguma coisa. Por isso, tanto as análises quanto as políticas culturais precisam considerar todos os passos de um sistema de produção: a produção propriamente dita (elaborar, fazer o produto), a distribuição (espalhar o produto pela área a ele relacionada), a troca (colocar o produto em contato com seu usuário real) e o consumo (a utilização efetiva do produto pelo usuário final). Falar da cultura como produção supõe compreender que existe uma organização material própria para cada produção cultural e que torna possível a sua existência: a universidade para a produção e transmissão do conhecimento, as editoras para a produção de livros, as bibliotecas para a sua circulação, etc.
Isto coloca em evidência a importância da criação e organização de instituições e da institucionalização da ação cultural. Uma instituição – um Centro de Cultura, um Núcleo de Teatro e Dança, uma Oficina de Artes – é mais permanente, tem mais materialidade, é mais difícil de desmantelar do que um projeto informal ou uma ação espontânea desenvolvida em caráter eventual, por voluntariado e/ou em locais improvisados. Concordo que o que conta mesmo são as pessoas, em si e no coletivo que as envolve. São as pessoas que fazem as coisas, instituições são instrumentos para a ação. E se uma instituição é um instrumento, como tal deve ser reconhecida e utilizada. Secretarias, Divisões, Departamentos, Museus, Núcleos, Centros ou Casas de Cultura, devem ser concebidas como instrumentos necessários, que dão materialidade e permanência a ações muitas muitas vezes puntuais, eventuais, intangíveis e imateriais.
Estamos agora falando de ação cultural, de cultura como política pública, de instrumentos e aparatos estatais para a ação cultural. Cabe destacar, ao lado da institucionalização das ações e da construção de equipamentos culturais, a importância do conteúdo cultural disponibilizado nestes equipamentos e da construção de mecanismos democráticos para a participação da comunidade nas decisões, sejam sobre a programação cultural, sejam sobre os mecanismos de incentivo à produção cultural local, sejam sobre as formas de inclusão da dimensão cultural nos projetos de desenvolvimento.
Ao mesmo tempo é necessário lembrar que esta é uma reflexão sobre a ação cultural na sociedade de massas (ou sociedade de consumo de massas). Nesse tipo de sociedade há uma confusão entre cultura e lazer, com a criação de uma indústria cultural como indústria do lazer, que oferece lazer sob embalagem de cultura. Na verdade, a sociedade de massas não quer cultura, mas lazer (a diversão, o entertainment) cujos artigos são consumidos do mesmo modo como esta sociedade consome qualquer outra coisa. É importante denunciar este processo: cultura não é lazer, cultura não é turismo, cultura não é entretenimento, um centro cultural não é um grêmio recreativo.
Por isso é preciso perceber que por mais importante que seja, o equipamento cultural (a Casa de Cultura, o Museu, o Centro de Artes) em si não basta. É preciso que a cultura esteja incorporada na educação e que a educação se faça com cultura e arte para a formação de um público sedento por possibilidades de criar e de fruir cultura, um público capaz de perceber os elementos éticos e estéticos seja de uma dança popular da região, seja de uma sinfonia do século 19 ou de um espetáculo teatral contemporâneo.
Nestes últimos parágrafos quero conduzir a reflexão para a ação cultural a nível local/regional, seja de parte do Estado nos diferentes níveis de governo, seja de parte da comunidade através de suas entidades, instituições e grupos e associações, seja do setor empresarial privado. Seja qual for o seu agente, a ação cultural deve contribuir para um maior acesso por parte de um número maior de pessoas às linguagens da expressão cultural, oferecendo o máximo de meios para que as pessoas possam inventar seus próprios fins. Isso aponta para a necessidade de pensar políticas culturais no nível local (claro que articulando-as com as políticas públicas para a cultura em nível estadual e nacional).
Finalmente, destaco a importância das associações de cidadãos para o desenvolvimento cultural através da criação, operação e apoio a equipamentos culturais - museus, bibliotecas, cineclubes/cinematecas, etc – e a manifestações culturais, sejam elas artísticas, filosóficas, científicas ou do modo de vida cotidiano. Sem esquecer, no entanto, que as entidades da comunidade e as instituições da sociedade civil são fundamentais na ação cultural, mas não podem substituir o Estado. E não podem principalmente abrir mão de financiamento estatal. E o Estado não pode abrir mão do trabalho conjunto com a comunidade, mas também não pode abster-se de seu papel de fornecer às pessoas o máximo de meios para a invenção de seus próprios fins.
E se tivermos um setor de produção cultural forte teremos gente trabalhando neste setor, vivendo disso, pagando impostos, consumindo, contratando mais gente. Portanto, o investimento no setor cultural, com disponibilização de fundos e injeção de recursos, pode dar um retorno econômico e social bastante considerável, além dos resultados na preservação, disseminação e ampliação do patrimônio cultural material e imaterial, tangível e intangível da região.
No próximo texto pretendo apresentar as linhas gerais de dois ambiciosos projetos de diversificação econômica com base no fortalecimento do setor cultural.

Parte 3: Propostas de diversificação econômica
Concluí a parte 2 deste artigo dizendo que o investimento no setor cultural, com disponibilização de fundos e injeção de recursos, pode dar um retorno econômico e social bastante considerável, além dos resultados na preservação, disseminação e ampliação do patrimônio cultural material e imaterial, tangível e intangível da região. Nesta terceira e última parte do texto passo a apresentar algumas sugestões para o desenvolvimento econômico através do investimento cultural. Tratam-se de idéias ainda apenas esboçadas e à espera de quem possa desenvolvê-las melhor. Numa delas apresento as linha gerais um grande projeto de diversificação e expansão econômica com vistas a tornar Santa Cruz do Sul um pólo macro-regional de cultura e que exige uma gigantesca operação de logística e engenharia financeira que dará retorno em médio prazo (10 a 15 anos), embora seus efeitos econômicos em termos de geração de empregos possam ser bem mais rápidos. A outra é a criaçãode um evento cultural anual de grande porte que pode ser viabilizado já para 2010 e que poderá dar retorno cultural, financeiro e de imagem para a cidade a partir de sua segunda ou terceira edição.
O projeto do Centro Cultural Internacional de Santa Cruz do Sul propõe a construção de um centro cultural com museu, salas de exposições, teatro, auditórios, salas de projeção, cafeterias, restaurante-bar, salas de aula, salão de conferências, loja de objetos e lembranças do museu. Tanto o museu como as salas de exposição deverão ser adequadas aos padrões de qualidade e segurança para receber acervos e mostras do circuito internacional de arte e cultura, e o salão de conferências deve ter flexibilidade para receber desde grandes convenções até palestras e conferencias de médio e pequeno porte. Para isso deve-se pensar e um sistema de paredes móveis que permitirão configurá-lo como uma grande sala capaz de abrigar um público de 2.000 a 2.500 pessoas, ou como 5 salas para 400 pessoas, além das configurações intermediárias. Na mesma linha, o teatro deve ter dois palcos com dimensões, recursos e equipamentos capazes de receber as principais montagens do país. Todas as salas de projeção terão projeção digital, uma delas terá com projetor de 16 mm e grande sala de cinema terá também condições de projetar filmes em 35 mm.
A realização de um projeto desse porte e complexidade exigirá uma enorme operação de engenharia financeira, articulação política e organização administrativa. Certamente será necessário o envolvimento do poder público e de todas as forças econômicas, sociais e políticas do município, pois que trata-se de um projeto extremamente ambicioso de transformação do perfil de desenvolvimento da cidade transformando-o em uma referência cultural para todo o sul do país num período não maior do que 15 anos. Evidentemente, o retorno financeiro já pode começar muito antes disso com a geração de empregos na construção civil e continuará com o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva da cultura e do turismo.
E se soubermos articular o CICASC com os equipamentos já existentes ou em fase de finalização na nossa cidade (Teatro do Mauá, Memorial Unisc, Casa das Artes Regina Simonis, Estação Férrea) e tivermos a capacidade de criar eventos culturais significativos para a ocupação destes equipamentos, poderemos antecipar ainda mais os resultados culturais e econômicos para a cidade.
A outra possibilidade a ser considerada para a diversificação da economia e o desenvolvimento global de Santa Cruz do Sul que quero sugerir é a criação de um grande evento de periodicidade anual no campo da cultura que possa tornar Sana Cruz do Sul conhecida em âmbito nacional. Por exemplo, um Festival de Inverno de Cultura e Artes (FICASantaCruz), que tivesse a a duração de 10 dias (de uma sexta-feira até o domindo da semana seguinte) com a realização simultânea de dezenas de cursos, palestras, painéis, oficinas, mostras, intervenções urbanas em diversas áreas, linguagens e expressões artísticas, científicas e culturais. Serão mostras de fotografia, vídeo, videoarte, teatro, dança, música, cinema, escultura, pintura, desenho, cartun, poesia, gravura grafitti e oficinas de poesia, literatura, circo, webarte, televisão, rádio, fotografia, vídeo, videoarte, teatro, dança, música, cinema, escultura, pintura, desenho, cartun, gravura, grafitti. Os cursos, minicursos, conferências e palestras abrangerão temas como filosofia, filosofia da arte, sociologia da comunicação, estética, cultura de massas, cultura popular, história da arte, antropologia visual, sociofotografia, etc.
As oficinas e cursos podem ser organizados em nível básico e nível avançado. As atividades de nível avançado selecionarão participantes oriundos de diferentes áreas de atuação para compor equipes com múltiplas habilidades e grande diversidade de experiências e buscarão a utilização de diferentes linguagens e meios de expressão para produzir e apresentar os seus trabalhos durante a realização do evento. As atividade de nível básico serão abertas para os interessados, independente de experiência prévia. Para a realização das diferentes atividades pode-se utilizar, além dos equipamentos e espaços públicos (Estação Férrea, Parque da Oktoberfest, Auditório e salas do prédio da SMEC), toda a capacidade instalada do município contando com a parceria de entidades e instituições como Unisc, Mauá, São Luis, Dom Alberto, SESI, SESC, Casa das Artes, Espaço Camarim, Cine Santa Cruz etc. Se realizado na terceira semana de julho o FICA pode pegar o público universitário que estará em férias e poderá deslocar-se e passar de uma semana a dez dias em nossa cidade, movimentando hotéis, pensões, bares e restaurantes.
Evidentemente estas sugestões carecem de maiores análises de custo e de capacidade de investimento. Penso que seu maior mérito é colocar em pauta uma possibilidade de desenvolvimento que não vem sendo considerada nas diversas e diferenciadas manifestações sobre o desenvolvimento do município e a necessidade da diversificação da economia. Tendo a humildade de reconhecer o caráter preliminar e inconcluso de minhas propostas, tenho também a pretensão de sugerir que outros mais qualificados façam os necessários ajustes, correções e ampliações para que possamos continuar tendo a cultura na agenda do debate sobre o desenvolvimento de Santa Cruz do Sul.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Próxima reunião será no dia 15 de julho

Meus amigos e amigas, no próximo dia 15 de julho, uma quarta-feira, teremos mais uma reunião mensal do Fórum da Cultura, das 18h às 20 horas na Estação Férrea.

Nesta reunião vamos retomar a discussão sobre o Conselho Municipal de Cultura com o objetivo de definir critérios ou diretrizes sobre a participação da sociedade organizada no conselho: quais as entidades, a que setores da cultura elas representam, como serão escolhidas.

Em uma próxima postagem, no final de semana, vou incluir uma minuta de projeto que andamos discutindo meses atrás e que continua sendo a base da nossa discussão.
Um abraço a todos e todas
Caco

sábado, 20 de junho de 2009

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Relatos do encontro sobre Poesia no RAP

Então...
O encontro de ontem foi tudo de bom!
Parabéns a todos e todas que lá estiveram!!!

Primeiro fiz uma fala sobre as características literárias presentes no movimento hip-hop como um todo... Comecei contando um pouco da história de como fui me envolvendo com a cultura do movimento, destacando as características da verossimilhança (a presença da realidade nas práticas culturais do hip-hop) e do protesto-rebeldia das artes do hip-hop contra o sistema.

Depois abordei os aspectos poéticos nas letras dos rap, tratando de situar aspectos desse gênero dentro dos gêneros tradicionais da poética. Pude falar dos traços épicos (história e personagem), dos traços líricos (sentimentos e presença do eu), dos traços urbanos (contexto e condições de produção da poesia rapper) e dos traços satíricos (ironias, metáforas, críticidade, etc...)

Em seguida fomos brindados com uma apresentação de luxo no melhor estilo freestyle acústico dos mcs Chiquinho (Frente de Combate) e Gabriel e Marcelo (do Insana Fusão) seguindo os improvisos e mixagens do DJ Felix (também do Insana Fusão). Depois, ainda no acústico curtimos umas letras muito bonitas das colegas do Predominas. Além disso, tivemos mais três sons apresentados pelos manos do Insana Fusão...

Rolou, a partir daí, um papo muito divertido e sério sobre diferentes aspectos da cultura em Santa Cruz do Sul, destacando-se as conquistas e dificuldades com que vivem os militantes do movimento hip-hop e de outras áreas e práticas artísticas e culturais (Artes Plásticas e Teatro).

Para aqueles e aquelas que desejarem se entender melhor com as relações entre RAP E POESIA, a parceira e militante do hip-hop Márjori Fontoura, que recentemente defendeu Monografia de Pós Graduação sobre o tema Rap e Educação Biocêntrica, recomendou-me o artigo Por uma Poética do RAP, de Marília Gessa, que pode ser acessado no endereço: www.cedae.iel.unicamp.br/revista

Valeu pela força, galera!

Fui!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Ateixon pliss!

Para a reunião do dia 10 o pessoal que vai cantar e tocar precisa ficar atento que temos pouca estrutura: um microfone, um cd player, um cubo de guitarra, um amplificador doméstico. Se for preciso mais o pessoal vai ter que trazer de casa.
Até quarta.
Caco

Nesta quarta-feira, dia 10 de junho, o Fórum da Cultura volta a se reunir na Estação Férrea das 18 às 20 horas.

Meus amigos e amigas,
nesta quarta-feira, dia 10 de junho, o Fórum da Cultura volta a se
reunir na Estação Férrea das 18 às 20 horas.
Na sua primeira parte a reunião terá a participação do professor
Felipe Gustsack
, do Mestrado em Educação da Unisc, que irá falar e
debater com os presentes sobre a poesia do rap. Acompanhando a fala do
professor Felipe, teremos a participação de alguns grupos do rap
local.

Na segunda parte a reunião pretende delinear os encaminhamentos do
debate sobre a representatividade das entidades do setor cultural e a
participação num futuro Conselho Municipal de Cultura
.
Gostaria muito que vocês reenviasse este email para as listas e pessoas
que vocês frequentam.
Um abraço
Caco Baptista

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Tem poesia do rap

Pessoal,
na próxima reunião do Fórum - dia 10 de junho - iremos fazer uma nova formatação da reunião, com a abertura de um espaço para manifestações culturais. Teremos a presença do professor Felipe Gustsack que fará uma conferência sobre as relações entre cultura hip-hop e poesia. Com o título tem poesia do rap o professor Filipe fará sua intervenção acompanhado por alguns grupos de rap que apresentarão algumas de suas criações ilustrando a fala do Filipe.
Filipe Gustsack é Doutor em Educação e membro do corpo docente do Mestrado em Educação da Unisc. Sua ese de doutorado foi justamente sobre a cultura hip-hop.
como sempre, a reunião do Fórum inicia às 18 horas e vai até as 20 horas, lá no Centro de Cultura da Estação Férrea.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

REUNIÃO DO FÓRUM É DIA 13

A reunião do Fórum da Cultura do mês de maio acontece nesse dia 13, as 18 horas no Centro de Cultura da Estação Férrea.
A pauta está aberta, mas quero colocar que a REVITALIZAÇÃO do fórum deve ser pensada por todos e todas.
Também deveremos avaliar o Seminário da Cultura organizado pelo Departamento de Cultura da SMEC e ver as perspectivas para, quem sabe, uma conferência municipal (ou pré-conferência) de cultura.






ESTAÇÃO DA RIMA

Projeto Cultural

ESTAÇÃO DA RIMA

Data: 16 de Maio de 2009.
Hora: A partir das 15h.
Local: Praça Siegfried Heuser (em frente à Estação Férrea).
Apoio:
DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE CULTURA DE SANTA CRUZ DO SUL;
FÓRUM DE CULTURA DE SANTA CRUZ DO SUL;
GRUPO FRENTE DE COMBATE;
GRUPO DE ARTISTAS CONTRASENSO;
PROGRAMA SOM DA MASSA RÁDIO COMUNITÁRIA 105.9 FM;
PROGRAMA MUSICAL BLACK RÁDIO SANTA CRUZ 550 kHz AM;
PROGRAMA MIXTAPE ATLANTIDA;
AFUBRA.

BRINDES: LA SANTA / MINHA GRIFE


Organização: DUS BUERO CREW.

Integrantes: ANDRESSA SOUZA DA SILVA
LISYANNE DE SOUZA EBERT
WELLINGTON LOPES




Objetivo do Projeto:

Realizar um evento cultural envolvendo todos os elementos do Hip – Hop.
Contando com a participação de grupos e pessoas que se identificam com o movimento, dando oportunidade a comunidade local de conhecer e prestigiar a nossa cultura quebrando velhos pré conceitos como a marginalização e a discriminação dos envolvidos e multiplicadores da cultura. Ainda hoje sofremos muito por não ter espaço merecido na sociedade e também por não obter muitas vezes o reconhecimento pelo nosso trabalho; seja rimando e produzindo músicas com valioso conteúdo de protesto e conscientização; seja uma arte expressada nos muros, mas com detalhes exclusivos que embelezam a identidade visual de muitos locais; seja a dança que é a expressão da alma e que nos faz sentir inovado e incentivado a viver saudavelmente; seja discotecando e animando as pessoas através da música, riscando vinil nos toca-discos, emocionando a todos que sabem apreciar o que é verdadeiro, com conteúdo e acima de tudo amor.



CULTURA HIP-HOP

Possui grande história de luta voltada para a conscientização e que hoje é uma alternativa de vida e, deveria ser fonte de renda também, para muitas pessoas. Através de temas variados como política, sociedade, economia, arte, etnia, a própria cultura são evidenciados e manifestados por todos os elementos que fazem parte da Cultura Hip- Hop.


Os Elementos do Hip – Hop:

Emecee (MC) – pessoa que faz rimas e as declama frequentemente utilizando um microfone. Mestre de cerimônia. Aquele que rege, apresenta, organiza, anima. Pessoa a qual é destinada a tarefa, nas recepções solenes, de introduzir os convidados e anunciar-lhes a presença. Surgiu na Jamaica e adaptou-se nos Estados Unidos por volta de 1975.

Deejays (DJ) – responsável pela união dos elementos e pela seleção musical das festas. Utilizando-se de discos de vinil, cria as batidas que originarão o ritmo do som, que servirá de base para as rimas dos emecees e para os passos de dança dos b.boys e b.girls.

B.boys & B.girls – garotos e garotas que, com suas manobras e coreografias, chamadas de Break, representam a essência da cultura Hip-Hop. Break é a dança do Hip-Hop. Teve inicio por volta de 1975/76 no Bronx em Nova York, pelo fato dos jovens da época não conseguirem dançar o ritmo Soul assim incorporaram movimentos de mímica, capoeira e criando assim um novo estilo de dança. Chegou ao Brasil nos anos 80 sendo o primeiro elemento da cultura Hip-Hop que ganhou espaço e reconhecimento.

Graffite – representa as artes plásticas do movimento, ou seja, são as inscrições, traçadas em monumentos ou muros, geralmente de caráter informativo, contestatório ou jocoso. Esta forma de manifestação se expandiu nos anos 80 e hoje divide espaço com obras conceituadas nas grandes galerias de arte, antes restritas, pelo mundo afora. Graffiteiro- aquele que faz graffite.





PARTICIPAM DO EVENTO:

GRUPOS:

*ANTIGENOCIDIO (Poa)*ATITUDE SCS (SCS)*BOSS (SCS)*DEPENDENT'S (Poa)*DIEGO C' (SCS) com participações de TIAGO LOPES (SCS) & JL (Caxias do Sul)*DMD (SCS)
*FORTES MENTES (Santa Maria) *FRENTE DE COMBATE (SCS) *FREQUENCIA RS (Gravataí) *INSANA FUSÃO (SCS) *KARTEL DOS MALOKA (Esteio) *LOOK BOY'S MCS (Rio Pardo) *MARIJUANO RAP (Lajeado) *MARK B - ADVERSUS (Poa) *MCS: 83: CHB (Lajeado) *MC SPEED (SCS) *PREDOMINAS (SCS) *PRIMEIRO SUSPEITO (SCS) *RAP SEM PRECONCEITO (SCS) *VENARK (Poa)

DJ’S:

*EDINHO DEKEBRADA (Poa) *FÉLIX (SCS)
*GRAÇA (SCS) *PÉIA - ADVERSUS (Poa) *TODY (SCS)
GRAFITES:

*CONTRASENSO (SCS) *MES ANR (Poa) *OPS ANR (Poa)


INSCRIÇÕES NA HORA E NO LOCAL PARA A BATALHA DE FREESTYLE (MC) E PARA A BATALHA DE B.BOY’S
VALOR DAS INSCRIÇÕES SERÁ R$ 5,00 POR PESSOA E O VALOR TOTAL ARRECADADO SERÁ PARA A PREMIAÇÃO FINAL JUNTO COM O TROFÉU DO PRIMEIRO LUGAR.





Texto: Lisyanne de Souza Ebert.

sábado, 9 de maio de 2009

para o dia das mães

Hoje é dia das mães. O que escrever no dia das mães? Ou melhor, o que escrever no dia das mães que não seja aquilo tudo que ano após ano a gente sempre lê no dia das mães? Por exemplo, que mãe só tem uma. Mas, neste início do terceiro milênio da era cristã, a família e os costumes sofreram tantas transformações que são muitos os filhos que têm duas mães (e, muitas vezes, dois pais). E de que mãe eu falo, da minha mãe ou das mães dos meus filhos?
E afinal, o que é ser mãe às portas do terceiro milênio? Ser mãe ainda é desdobrar o coração fibra por fibra? Ou, ao contrário, como já cantavam os Mutantes ao final dos anos 60, “ser mãe é desdobrar fibra por fibra o coração dos filhos”? Cazuza, o grande poeta do rock nacional, depois de detalhar as agruras de ser jovem na década de oitenta, cantava que “só as mães são felizes”.
Minha mãe, quando eu era um adolescente de 17 anos, costumava brincar assinando seus bilhetes para mim com as seguintes letras: “q.t.m.t.t.”. Ou seja, quem tem mãe tem tudo. Hoje, isto virou slogan de rede de televisão. Fazer o que, o tempo não para.
Na verdade, hoje como sempre, as mães continuam a se preocupar com os filhos, a não dormir de noite enquanto estes não chegam, a acordar mais cedo para fazer o café, a juntar as meias espalhadas pela sala, a ajudar nos temas, a conferir o boletim escolar, a consolar as dores, a vibrar junto nas conquistas. Realmente, q.t.m.t.t.
Olha, agora falando sério, o que importa neste dia das mães (e em todos os outros) é que este não seja o único dia em que o pai e os filhos acordem mais cedo para preparar o café e levá-lo na cama para a mãe. Que não seja só hoje que convidem a mãe para almoçar fora e lhe comprem uma rosa. Afinal, mãe é mãe todos os dias. Mesmo, e principalmente, naqueles dias que nos parece uma chata, reclamando da hora, do volume do som, do comprimento do cabelo (comprido demais) ou da saia (curta demais). Por isso, vamos cair na real e nos tocar que não é só a mãe dos outros que é legal (até porque é isso que os outros pensam da mãe da gente). Então, hoje e todos os outros dias, vamos sorrir e gritar bem alto: viva a minha mãe, vivam todas as mães!
E como dizia Torquato Neto, o grande poeta dos anos 70,

“mamãe mamãe não chore
a vida é assim mesmo
.....
mamãe mamãe não chore
eu quero eu posso eu fiz eu quis
mamãe seja feliz
mamãe mamãe não chore
não chore nunca mais não adianta
....
mamãe não chore, não tem jeito”
(mamãe, coragem)

Caco Baptista, filho da Maria, pai do Pedro (filho da Lee) e do Rodrigo (filho da Marisa).
Publicado no jornal da Escola Educar-se, 1999

segunda-feira, 20 de abril de 2009

IV CICLO DE CINEMA E FILOSOFIA: a mente, a razão e o cotidiano

IV CICLO DE CINEMA E FILOSOFIA: a mente, a razão e o cotidiano
ORGANIZAÇÃO: - Diretório Acadêmico René Descartes e Curso de Filosofia da UNISC

PROGRAMAÇÃO:
17/04 – Sexta-feira: Descartes, de Roberto Rossellini – Itália, 1974.
30/04 – Quinta-feira: Blade Runner, de Ridley Scott – EUA, 1982.
06/05 – Quarta-feira: Camille Claudel, de Bruno Nuytten – França, 1988.
19/05 – Terça-feira: Quero Ser John Malkovich, de Spike Jonze – EUA, 1999.
08/06 – Segunda-feira: Édipo Rei, de Pier Paolo Pasolini – Itália/Marrocos.
22/06 – Segunda-feira: A Insustentável Leveza do Ser, de Philip Kaufman – EUA.
As sessões iniciam às 19 horas

OBSERVAÇÕES:
Após as projeções, os filmes serão comentados por professores do Curso de Filosofia da UNISC
Interessados em certificados deverão fazer sua inscrição na sala 110, Bloco 1 da UNISC
Os filmes e os debates são gratuitos

ESTAÇÃO DA RIMA



Projeto Cultural

ESTAÇÃO DA RIMA

HIP-HOP NO MELHOR ESTILO RUA
TODOS OS ELEMENTOS NO EVENTO

FREESTYLE * GRUPOS * GRAFITE
B.BOYS & B.GIRLS * DJ'S

Dia 16 de Maio de 2009
A partir das 16h.
Em frente à Estação Férrea
Santa Cruz do Sul - RS

ATENÇÃO:
QUEM QUISER PARTICIPAR E OBTER MAIORES INFORMAÇÕES LIGAR PARA
Lisy 51 9246-4461 OU
Andressa 51 9908-2344

Apoio: SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA DE SANTA CRUZ DO SUL.
Organização:

DUS BUERO CREW

quarta-feira, 15 de abril de 2009










Exposição
E Se O Céu Caísse?
de Joe Nunes
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No Centro de Cultura da Estação Férrea
De 08 de abril a 08 de maio
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Segundas a sextas:
07:45 às 11:45
13:30 às 17:30
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Sábados e domingos:
14:00 às 17:00
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"Quid si nunc caelum ruat?"
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terça-feira, 7 de abril de 2009

Reunião do Fórum

Pessoal, não vamos esquecer a reunião de abril do fórum da cultura. Será no dia 15, quarta-feira, às 18 horas no Centro de Cultura da Estação Férrea.

Rapidinhas (atualizada)

Gente
Estive ontem na abertura da exposição Gente, no MASC. Trata-se de uma homenagem a artistas de Santa Cruz do sul que se destacaram nas áreas de cinema (Pablo e Diego Müller), teatro (Pilly Calvin), música (Killy Freitas) e Dança (Ursula Müller) e foram homenageados por artistas plásticos da cidade (Alceu da Costa, Deco Rodrigues, Valquíria Ayres e Fernando Garibaldi). Como disse a coordenadora do departamento de Cultura, Msrli Silveira, talentos locais homenageando outros talentos locais. A exposição fica até o final de abril no MASC e merece ser vista. todos os trabalhos (uma escultura e três instalações) são muitos bons. Como eu sou do cinema, puxo a brasa para minha sardinha e destaco a belíssima instalação multimídia que o Fernando Garibaldi montou para homenageare o Pablo e o Diego Müller, responsáveis pela direção e produção do premiadíssimo curta-metragem Cortejo Negro.

Casa das Artes
Hoje a Pró-Cultura abre mais uma exposição na Casa das Artes Regina Simonis com obras de diversos artistas santamarienses do acervo da abgaleria, de Antonieta Brenner. òleos, acrílicos, esculturas. Muito bonito. Vale a pensa visitar.

E se o céu caísse?
Com este título apocalíptico o Joe Nunes nos brindará com uma nova exposição de suas obras depois de mais de três anos sem expor na cidade. A exposiçãoo ficará no Centro de Cultura da Estação Férrea de 08 de abril a 08 de maio.



Música
Dizem por aí que a cidade receberá um grande show de música nos próximos meses. Coisa grande, possivelmente no Parque de Eventos. Minhas fontes comentam sobre duas noites de rock'ń'ŕoll em julho com Mutantes, Camisa de Vênus, Velhas Virgens, Made in Brazil e bandas gaúchas, além de um festival em jun ho para selecionar bandas locais e regionais para fazer a abertura dos shows nacionais. Tudo depende ainda de patrocínio, mas o pessoal está trabalhando duro.

Cinema
O Diego e o Pablo Müller estã na fase de contatos para patrocínio com vistas ao início da filmagem de seu novo curta. Se tudo der certo, Santa Cruz do Sul será de novo o cenário de um filme de primeira linha. Será que vamos virar polo de cinema? Seria muito bom. Potencial para isso nós temos.

Cinema 2
A Associação dos Amigos do Cinema, que andava meio mal das pernas neste início de ano está se reestruturando e pretende reiniciar as sessões ainda em abril. Para isso o cinecluber está convocando Assembléia para prestação de contas de atual diretoria e eleição de nova diretoria no dia 16 de abril, quinta-feira, na Estação Férrea. A reunião começa às 19h30mim e as inscrições de chapas já estão abertas através do blogue dos Amigos do Cinema (http://amigosdocinema.blogspot.com/).

quarta-feira, 25 de março de 2009

LEI MUNICIPAL DE INCENTIVO À CULTURA JÁ EXISTE

Aproveito a deixa em que nosso blog discute Legislação para repassar a vocês a integra da Lei Municipal nº 3.198, de 03 de junho de 1998. A Lei foi criada pelo então vereador André Beck (PT) e aprovada pela Câmara Municipal de Vereadores (O Presidente na época era João Pedro Schmidt também do PT). No entanto essa lei está a quase onze anos esperando para ser promulgada pelo Poder Executivo. Segundo o seu artigo12, o Executivo teria noventa dias para promulgá-la, o que não foi feito; mas segundo consta no site da Câmara a referida lei continua em vigor (veja imagem abaixo). Resumindo, iniciativas existem até por parte do Poder Executivo o que ainda continua faltando é boa vontade, interesse e compromisso do Poder Executivo no que diz respeito a ações práticas. Creio que o poder público poderia nos esclarecer mais sobre essa lei. Fica então aqui essa informação fornecida pelo amigo Neidmar Roger, a qual divido com vocês:
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LEI Nº 3.198, DE 03 DE JUNHO DE 1998
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Estabelece o Sistema Municipal de Financiamento e Incentivo às Atividades Culturais e dá outras providências.
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O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE SANTA CRUZ DO SUL. Faço saber, que a Câmara manteve e eu promulgo, nos termos do inciso IV, do Artigo 27, da Lei Orgânica do Município, a seguinte Lei:
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Art. 1º. Fica instituído, no âmbito do Município de Santa Cruz do Sul, o Sistema de Financiamento e Incentivo às Atividades Culturais aos contribuintes dos impostos de competência do Município, que realizarem, na forma desta Lei, aplicações em projetos culturais.
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Art. 2º. As empresas que financiarem projetos culturais poderão compensar o valor aplicado com o valor dos impostos e recolher, discriminado em guia própria, até o máximo de 10% (dez por cento), respeitados os limites globais da arrecadação líquida a serem fixados anualmente.
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Art. 3º. A aplicação em projetos culturais é caracterizada pela transferência de recursos financeiros por parte do contribuinte para o produtor cultural, devidamente cadastrado, em favor de projetos culturais apresentados e aprovados segundo o disposto nesta Lei.
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Art. 4º. Anualmente, Lei de iniciativa do Executivo Municipal fixará o montante global da receita líquida que poderá ser utilizado em aplicações culturais, podendo chegar a 10% (dez por cento) da receita de impostos de competência do Município, dependendo de sua evolução.
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Art. 5º. Poderão ser beneficiados por esta Lei projetos culturais nas áreas de:
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a) artes plásticas e grafismo;
b) artes cênicas e carnaval de rua;
c) cinema e vídeo;
d) literatura;
e) música;
f) artesanato e folclore;
g) acervo e patrimônio histórico culturais.
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Art. 6º. Fica instituído, no âmbito da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, o Cadastro Municipal de Produtores Culturais, abrangendo pessoas jurídicas de direito privado, com ou sem fins lucrativos, e pessoas físicas, conforme as características próprias de cada segmento cultural.
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Art. 7º. Os benefícios concedidos por esta Lei não poderão ultrapassar, em qualquer hipótese, 80% (oitenta por cento) do orçamento global de cada projeto cultural aprovado, devendo os produtores prestar contas das aplicações oportunizadas pelos beneficiados.
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Art. 8º. Os projetos culturais que pretendem obter incentivos, deverão ser apresentados à Secretaria Municipal de Educação e Cultura, de acordo com a regulamentação da presente Lei.
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Art. 9º. Os projetos culturais serão analisados, aprovados e classificados por uma comissão, constituída de 10 (dez) membros, escolhidos em assembléia geral ente os representantes das áreas culturais de que trata o Artigo 5º desta Lei.
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Parágrafo único - O Prefeito Municipal nomeará oficialmente a Comissão escolhida pela assembléia geral.
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Art. 10. É defeso a utilização de incentivos fiscais quando houver vínculo de parentesco, em até segundo grau, entre produtor cultural e contribuinte.
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Art. 11. O Município poderá participar, no âmbito do sistema criado por esta Lei, de empreendimentos em conjunto com a iniciativa privada e/ou com outros Municípios, com Estados e União, não excedendo sua participação, em qualquer hipótese, a 25% (vinte e cinco por cento) do custo total de cada empreendimento.
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Art. 12. O Poder Executivo Municipal regulamentará a presente Lei no prazo de 90 (noventa) dias a contar da data de sua publicação.
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Art. 13. Revogam-se as disposições em contrário.
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Art. 14. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

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Santa Cruz do Sul, 03 de junho de 1998
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JOÃO PEDRO SCHMIDT
Presidente