Espaço para interação de cidadãos e cidadãs interessados no debate de políticas públicas para a cultura no município de Santa Cruz do Sul

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Uma referência para o "regulamento" do Fórum de Cultura

Olá, pessoal!

Segue abaixo um texto falando sobre os objetivos e funcionamento do Fórum de Segurança Alimentar de Santa Cruz. Pode servir com uma referência para pensarmos num "regulamento" para o nosso Fórum de Cultura, a partir do que já foi debatido nas reuniões e postado aqui no blog.

Ressalto que o Fórum de Segurança Alimentar não possuía CNPJ e essas coisas, mas registrava suas reuniões em ata, como forma de "oficilalizar" as manifestações e decisões do grupo.

Vou deixar meu e-mail para qualquer contato: iuriaz@hotmail.com

Abraços!

Iuri


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OBJETIVOS E FUNCIONAMENTO

FÓRUM MUNICIPAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL SUSTENTÁVEL DE SANTA CRUZ DO SUL – FORSANS

– Registrados na Ata de Fundação de 28 de maio de 2004 –

Aos 28 dias do mês de maio de dois mil e quatro, no Plenário da Câmara Municipal de Vereadores de Santa Cruz do Sul (RS), realizou-se a primeira reunião geral do Fórum de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Santa Cruz do Sul, com a sigla FORSANS, onde, após a apresentação de uma proposta para delinear o funcionamento do fórum e abertura para discussões, aprovou-se as seguintes determinações:
Os objetivos básicos do FORSANS são:

I – Reunir de forma permanente e sistemática representantes de entidades não-governamentais e governamentais, profissionais, estudantes e todos os ativistas sociais envolvidos com a problemática da segurança alimentar e nutricional em Santa Cruz do Sul;

II – Criar um ambiente de debates, trocas de informação, interações institucionais e propostas para a adoção de uma política pública de segurança alimentar e nutricional, dentro dos princípios de que:

a) A alimentação é um direito humano, que deve ser garantido pelo Estado, tendo como parceiros as diversas organizações da sociedade civil;

b) O combate à fome implica, em primeiro lugar, na adoção de política estruturais voltadas às causas profundas da pobreza, com a geração de empregos, acesso à terra e aos insumos necessários à produção rural, acesso à saúde e educação, seguindo-se de políticas específicas, voltadas diretamente ao atendimento a famílias e indivíduos sem acesso a alimentos na quantidade, qualidade e especificidade adequadas.

III – Constituir-se como um instrumento de apoio à criação do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Santa Cruz do Sul, colegiado assessor, composto de representantes da sociedade civil e do Poder Público, responsável pela elaboração das diretrizes da política local de segurança alimentar e nutricional, em sintonia com as diretrizes traçadas pelos conselhos estadual e nacional.

-O FORSANS não tem sede permanente, sendo suas reuniões gerais – em local previa e publicamente comunicado – realizadas de forma ordinária uma vez a cada mês, e de forma extraordinária quando decidido em encontro anterior.

-Para expedir correspondências, realizar convites, estabelecer contatos e pautas, bem como auxiliar na coordenação e secretaria das reuniões gerais, é escolhida uma Comissão Coordenadora do FORSANS, composto por até 12 pessoas, que pode reunir-se para encaminhar suas tarefas, sendo que, a cada ano, ocorre uma nova escolha, propiciando a renovação da comissão.

-Podem formar-se, a partir de decisão em reunião geral do FORSANS, sub-grupos para tratar de assuntos e tarefas específicas.

-A presença nas reuniões do FORSANS é aberta e independe de qualquer vínculo político, religioso, associativo ou outro qualquer, mantendo-se em cada encontro uma lista de presenças, a fim de manter um cadastro atualizado dos participantes.

-As reuniões gerais, da Comissão Coordenadora e dos sub-grupos do FORSANS são registradas através de atas avulsas, que devem ficar sob a responsabilidade da Comissão Coordenadora e disponibilizadas para consulta a todos os interessados.

-Novo(s) objetivo(s) e outro(s) acréscimo(s) e alteração(ões) nestas determinações podem ocorrer mediante uma apresentação, justificativa, discussão e aprovação final pelos presentes em reunião geral do FORSANS, registrando-as em ata.

Sobre a reunião do dia 18


Quero deixar minha visão pessoal sobre a reunião de quarta muito bem relatada na postagem anterior. Quanto ao esvaziamento do fórum, foram sem dúvidas os fatores que o Caco levantou (eu mesmo cheguei atrasado em virtude da chuva), porém, existe a questão do comprometimento e mesmo a despeito do aconteceu ter constrangido muitas pessoas, imagino que muitas que compareceram em janeiro foram levadas ao fórum por n motivos (curiosidade, interesses próprios, vontade de conhecer as pessoas que fazer arte e cultura na cidade e, quem sabe, até mesmo oportunismo). Óbvio que os fatores que já foram levantados fizeram muitos desacreditar ou então “dar um tempo” em sua participação, mas mesmo assim muitos descobriram que o fórum não atendia aos seus interesses pessoais ou não era isso que estavam esperando; creio que isso também é um processo natural e funciona como uma espécie de “peneira”. O fórum está vindo para levantar o debate e mantê-lo e isso demanda um mínimo de dedicação e compromisso daqueles que participam.

Destaco então a chegada em nossa última reunião do pessoal do hip-hop, representada pelo Chiquinho. Conheci eles na segunda-feira nos bastidores das apresentações culturais da Jornada Pedagógica da SMEC, no auditório do Colégio Mauá. Em uma conversa informal e de poucos segundos expliquei sobre o fórum e o resultado foi a presença de um representante de diversos grupos que atuam a mais de dez anos na cidade. Segundo o Chiquinho eles têm muitos projetos e são bastante comprometidos com sua arte e seu movimento (algo que tenho certeza). Então creio que o famoso “trabalho de formiguinha” cabe a nós que estamos mais envolvidos; convidar e incentiva a participação de todos os movimentos culturais e artistas que conhecemos.

O fórum não deve parar e defini para mim que nossa última reunião foi uma tomada de fôlego para que a próxima volte a estar com uma presença mais significativa de pessoas.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

a reunião de ontem

Tivemos ontem a terceira reunião do fórum, com a participação de 14 pessoas. Uma significativa queda do número de participantes em relação à reuião anterior, que teve 45 presentes.
Seria importante refletirmos sobre as causas disso. Uma das razões pode ter sido a chuva que caiu em torno das 18 horas. Outra pode ter sido o mal-estar na parte final da reunião passada, quando o Neidmar,que estava na coordenação da reunião impediu a manifestação dos representantes da SMEC, incluindo a própria secretária e a coordenadora do Depto. de Cultura.
Aliás, grande parte da reunião de ontem foi utilizada para conversar sobre isso, sendo que 8 dos 14 participantes (eu inclusive)lamentaram e condenaram tal atitude. Uma pena que o Neidmar não esteve presente para que pudéssemos ir mais a fundo nesta questão. De qualquer modo, todos os que se manifestaram entendem que esta foi uma decisão pessoal do Neidmar (que se eu estivesse presente na reunião seria imediatamente contestada) e que não representa nem de longe a posição do fórum. Afinal, todos temos clareza que não se faz ação cultural sem o poder público e todos entendemos que o fórum é, e deve ser, democrático e aberto a todos os interessados. Além disso foi explicitado que ninguém é porta-voz do fórum e que qualquer manifestação deve ser feita claramente em nome pessoal.
No restante da reunião tratamos de aspectos relativos à organização e funcionamento do fórum. Decidimos que o fórum deve ser permanente e ter reuniões mensais (sem descartar a realização de reuniões extraordinárias de acordo com as necesidades e circunstâncias) e que o blogue é o espaço de articulação e debate entre uma reunião e outra. Decidimos ainda que é necessário termos um regramento mínimo, com algumas diretrizes de funcionamento e uma coordenação para fazer avançar algumas questões e que, por isso, na nossa próxima reunião (que será em 18 de março) iremos escolher uma comissão coordenadora e também pessoas encarregadas de fazer um levantamento da cena cultural do município, catalogando e contatando diferentes grupos, entidades, artistas e produtores culturais nas diferentes áreas das artes e da cultura. Outra decisão de ontem foi da criação,segundo a necessidade, de comitês ad hoc para tratar de assuntos específicos e fazer encaminhamentos de propostas para nossas reuniões plenárias. Estes comitês duram enquanto forem necessários e não decidem nada sem que passe pela plenária. Dando consequência a isso, constituímos um primeiro comitê que ficou encarregado de apresentar, até a próxima reunião, algumas propostas de referentes à criação de um Conselho Municipal de Cultura (composição,normatização, representatividade, objetivos, etc). Constituído por mim, pelo Joelmo e pelo Iuri, este comitê se reunirá pela primeira vez no dia 27 de fevereiro e está aberto a novas adesões, que o trabalho não é pequeno. Vamos buscar informações, fazer consultas e organizar algumas propostas que serão apresentadas aqui no blogue e submetidas à reunião plenária do dia 18 de março. Aquilo que for aprovado pelo fórum será encaminhado como sugestâo ao DC/SMEC. Além deste comitê, foi levantada também a necessidade de outras comissões técnicas nas diferentes áreas das artes e da cultura para pensar e propor ações e projetos específicos. Também decidimos montar uma newsletter (um boletim eletrônico distribuído por email) com informações sobre o fórum e questões referentes à cultura em Santa Cruz do Sul. Precisamos de voluntários para operacionalizar isso. O Joelmo já se ofereceu, mas precisamos de mais gente com tempo e conhecimento técnico.
Por fim, decidimos também pela descentralização das reuniões. Concordando com o verso de Milton Nascimento de que "o artista tem de ir aonde o povo está", queremos fazer as reuniões do fórum nos diferentes locais onde artistas e produtores de cultura reúnem-se e trabalham, como uma forma de aumentar o conhecimento dos participantes sobre as reais condições da produção de arte e cultura na nossa cidade. Para tanto na reunião de 18 de março vamos discutir também um calendário de reuniões e já pedimos a todos que vejam as possibilidades de datas (sempre às quartas-feiras)nos seus locais. Esta reunião de 18 de março queremos fazer na Estação Férrea (mas para isso ainda dependemos de uma confirmação oficial da disponibilidade do local, o que esperamos ter ainda antes do carnaval para anunciar aqui).
Penso que este é o relato completo da reunião, mas convido os demais participantes a postarem complementações e discordâncias.

Em tempo: como o Neidmar não sabe onde ficou a lista de presença da reunião passada, as pessoas que estiveram presentes e quiserem ser cadastradas como autores do blogue devem enviar um email para cacobaptista@gmail.com. Quem esteve ontem e deixou seu endereço eletrônico já foi cadastrado hoje por mim.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

reuniao dia 18/2, quarta-feira

Nesta quarta-feira, dia 18 de fevereiro, das 18 às 20 horas teremos a terceira reunião do Fórum da Cultura no Espaço Camrim.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Edital dos Pontos de Mídia Livre

Do site da Revista Fórum (http://www.revistaforum.com.br/sitefinal
/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=6171)
Na mesma matéria estão todos os links para os diversos formulários e um detalhado tutorial com as principais perguntas e respostas.

Pontos de Mídia Livre: o que é preciso saber
Por Anselmo Massad [Sexta-Feira, 6 de Fevereiro de 2009 às 15:56hs]

Publicado no Diário Oficial da União no dia 27 de janeiro, o edital Prêmio Pontos de Mídia Livre prevê R$ 3,2 milhões para Pontos de Cultura ou organizações sociais sem fins lucrativos que desenvolvam veículos de comunicação compartilhada ou participativa. São 60 prêmios, sendo 10 de R$ 120 mil e 50 de R$ 40 mil, selecionados a partir de critérios com pesos diferentes, como proposta editorial, qualidade estética, interatividade, audiência ou tiragem, repercussão e capacidade de manter contato com seu público.
Vale a pena mobilizar iniciativas de comunicação para participar. Além de ser uma oportunidade importante para quem faz mídia fora das grandes empresas que dominam o setor, o edital informa, em sua introdução, que se houver mais recursos (novas dotações orçamentárias) por um ano a partir da divulgação do resultado final, o Ministério da Cultura (MinC) pode conceder novos prêmios de acordo com a ordem de classificação. Quanto maior o número de inscritos, mais motivos para pressionar por mais recursos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sistematizando

“Com este chamamento queremos iniciar um amplo debate público sobre cultura em nosso município com base em dois tópicos principais: a ação do poder público municipal e a organização das diversas pessoas e entidades da comunidade que estão envolvidas com a produção cultural.

No caso do poder público, pensamos em refletir sobre a necessidade e a importância de termos políticas públicas de cultura e canais democráticos de participação dos produtores culturais na formulação de políticas e ações culturais.

No caso da articulação dos produtores culturais e do público interessado em cultura, pensamos em debater sobre canais de articulação e organização, possibilidades de ações conjuntas dos diversos grupos e entidades que atuam no setor cultural.

Nos dois casos pensamos que o debate deva passar por tópicos como financiamento da cultura, profissionalização e estruturas de captação de recursos e, claro, pelo que entendemos por cultura.”


O texto acima é o cerne do email que convocou a primeira reunião pública de cidadãos e cidadãs interessados no debate de políticas de cultura em Santa Cruz do Sul e que é a primeira postagem deste blog, lá no dia 22 de dezembro de 2008. Penso que esta convocatória continua sendo o que nos interpela a participar destas reuniões que passamos a designar como “o fórum da cultura” e o que garante o respeito à diversidade na composição e no funcionamento do fórum. Nesta convocatória expressam-se duas dimensões de interesses do fórum, as ações do poder público no campo cultural e a articulação e organização dos produtores culturais. E tanto numa como na outra, afirma-se a centralidade de tópicos como financiamento e profissionalização da cultura, além da necessária reflexão sobre o que se entende por cultura.
Foi nesse sentido que inseri a maioria das postagens no blog, seja com propostas de ação ou organização, seja com textos de reflexão conceitual. Não vou retomar nada disso aqui. Quero é tentar fazer uma sistematização dos tópicos que emergem das diferentes preocupações e interesses dos partipantes das reuniões. Penso que é possível sistematizar de diversas outras maneiras. Não estou propondo que a minha seja a melhor.

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Estas duas dimensões iniciais – relações entre cultura e poder público e articulação dos fazedores de cultura – podem ser desdobradas conforme o esquema a seguir:

CULTURA E PODER PÚBLICO
- política cultural: democratização, descentralização,
- apoio à ação cultural: formação,financiamento, equipamentos coletivos, recursos humanos
- apoio à cadeia produtiva da cultura: produção, circulação, troca, consumo; mercado de trabalho para artistas e técnicos, apoio para empreendedores da cultura
- institucionalização:buscar aprovação de lei municipal estabelecendo recursos, equipamentos, verbas, estruturas etc


CULTURA E PRODUTORES/CRIADORES CULTURAIS
- articulação;
- interação e troca de experiências;
- fortalecimento mútuo;
- colaboração;
- ações conjuntas


CULTURA E PÚBLICO (a população em geral, os amantes da cultura, os usuários dos equipamentos de cultura, os interessados, os iniciados, os iniciantes)
- condições de criação e fruição;
- oferta de cursos, oficinas, grupos de estudos, palestras, espetáculos, eventos, exposições;
- oportunidades de criação e fruição cultural;
- democratização,descentralização, acessibilidade;
- formação de público;


CULTURA E EDUCAÇÃO
- formação cultural dos educadores
- formação técnica dos professores para utilizar a cultura no processo educativo
- formação pedagógica dos agentes culturais (monitores, instrutores de oficinas etc)
- educação pela cultura, cultura pela educação: articulação entre a rede escolar e os equipamentos culturais (articulação escola-casa/centro de cultura)


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Penso que estas quatro dimensões dão conta dos interesses e necessidades do debate e da ação cultural para a formulação e implementação de políticas públicas de cultura capazes de democratizar, descentralizar, ampliar e qualificar a vida cultural em Santa Cruz do Sul.

Na verdade, é até um tanto pretensioso dizer (e pior ainda, escrever) que debates entre cidadãos e cidadãs num fórum democrático pode afetar as políticas públicas. E no entanto, penso que podem. Não tão mecanicamente, não tão diretamente, não tão fortemente. De qualquer modo, já tivemos o mérito de retomar e reavivar o debate e a circulação de idéias e comunicações sobre a cultura. É preciso continuar com este esforço para incidir sobre a opinião pública e tornar este debate não apenas nosso mas de todos os cidadãos.
Nas relações entre Cultura e Estado, é preciso ter claro que quem faz cultura é a Sociedade, cabendo ao Estado fornecer os meios e as condições para a sociedade criar. E por isso é tão importante falar de políticas públicas de democratização da cultura.
Na relação entre cultura e governo é importante ter-se clareza que governar é definir prioridades e -que definir como prioridade é destinar recursos no orçamento. Tendo-se esta clareza, devemos então perguntar qual é o percentual do orçamento destinado à cultura. E então, a cultura é prioridade?
É preciso que a cultura torne-se uma das prioridades, receba recursos,seja vista como fundamento do desenvolvimento local. E ao mesmo tempo, é preciso fazer mais e melhor com os recursos que se tem. Até para, assim, tornar-se prioridade e receber mais recursos.
Fazer gestão cultural também é eleger prioridades (e portanto, destinar recursos).
Isto se materializa em um Plano de Ação Cultural, que explicita na forma de projetos e programas, as diretrizes e prioridade da política de cultura do município.

A escolha das prioridades pode ser feita de diferentes maneiras. A idéia da criação do fórum foi justamente poder debater e sugerir formas e estruturas participativas para a formulação de políticas culturais no âmbito do município. Penso que o fórum tem um importante papel de participação cidadã e de indicador da diversidade e da mobilização dos diferentes sujeitos culturais do município, e por isso deve continuar existindo, como uma ágora ateniense, para garantir o amplo debate da questão cultural. E penso também que para o trabalho mais sistemático de formulação e avaliação de políticas públicas um conselho municipal de cultura amplamente representativo da diversidade das expressões culturais locais, com caráter propositivo e fiscalizador, pode ser uma forma bastante democrática de formulação de políticas culturais e para sua avaliação e fiscalização.
À propósito de algumas das questões levantadas pelo Joe Nunes sobre a função da arte e do artista, remeto vocês à matéria da revista IstoÉ desta semana sobre o projeto Paint a Future (e que está disponível, com fotos, em http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2048/artigo125304-1.htm).
Que fique claro que não endosso o projeto e que não tenho ainda nenhum juízo sobre ele. Penso apenas que é um bom material para pensar (como disse uma vez um grande antropólogo francês, "há coisas que são boas para comer e coisas que são boas para pensar").


Reportagens
Arte contra a pobreza
Sem governo ou ONGs, artistas vendem quadros para atender aos sonhos de crianças por Renata Cabral

O catarinense Rafael Cristiano Leite, 13 anos, vivia com mais sete parentes numa pequena casa de dois cômodos e sem banheiro. Quando ventava, parecia que o teto ia desabar. Seu pai, falecido no ano passado, deixou uma carta orientando a família a procurar o projeto Paint a Future (Pintar um Futuro), que, sem a participação de governos ou ONGs, transforma em realidade os desejos das crianças rabiscados em papel. Hoje, a casa azul de dois andares que Rafael desenhou tem paredes, teto e em breve será um endereço digno em Florianópolis (SC). "Agora tudo vai melhorar", aposta ele.

O Paint a Future, idealizado pela artista plástica holandesa Hetty Van der Linden, existe no Brasil há três anos. E começa a produzir melhorias concretas. Nos Estados de Santa Catarina e São Paulo foram construídas 15 casas, além de parquinhos e salas de informática. Realizaram-se também tratamentos médicos. Quando o sonho da criança é uma singela pipa ou uma bicicleta, os integrantes do projeto atendem, mas procuram a família para saber como ajudar mais. O projeto existe em vários países e, para Hetty, que já esteve na Argentina, Bulgária, no Chile e Marrocos, ele dá certo aqui por conta da grande pobreza aliada à vontade de ajudar: "Há uma diferença enorme entre os dois extremos da sociedade brasileira e acredito que a arte pode ser o elo entre eles."

Os anseios infantis captados pelo projeto, criado em 2002, variam de acordo com as carências. Na Bósnia, as crianças órfãs de guerra pediram famílias. Em Madagascar, o desejo foi por pratos de comida. No Brasil, os pequenos querem uma casa. Hetty percorre escolas e creches de comunidades carentes com tintas e folhas em branco e faz as ilustrações chegarem às mãos de um grupo de artistas internacionais, que transforma o material em obra de arte. São telas que, conforme o tamanho, são vendidas por R$ 6 mil ou mais e permitem transformar as vidas.



Cerca de 15 artistas internacionais que aderiram à causa de Hetty pagam a própria passagem para pintar no País. São nomes de vanguarda como Lorenzo Moya, do Chile; Jaan Elken, da Estônia; e Lone Seeberg, da Dinamarca. A cada ano, o time muda. Para Gregório Gruber, artista plástico paulista que participou da primeira edição do projeto no Brasil, o Paint a Future desperta a verdadeira essência da arte: "Não acho que ela deva servir sempre ao comércio e ao dinheiro. O projeto tem uma proposta inovadora." Quando não são vendidos no país de origem, os quadros vão para um ônibus que circula pelas cidades da Europa, como uma exposição itinerante. "Eu me sentia ridícula vendendo quadros, enquanto as crianças passavam fome nas ruas. Hoje, não mais", diz a artista, um exemplo de como fazer a diferença.
O PAPEL SOCIAL DO ARTISTA

Todo artista tem uma concepção própria do mundo e da realidade, uma visão mais sensível no que a do senso comum e bastante particular. Durante o sublime momento de seu processo criativo sua práxis independe das noções de ética e até mesmo moral de uma sociedade, ele é o senhor de seu universo, um deus, senhor de todos os destinos.

Porém o artista deve ter consigo o fato de que fora de seu mundo de criação ele é um ser inegavelmente político e como tal reflete, mesmo que inconscientemente, a sociedade em que vive e depende para sobreviver. O artista é um agente social como qualquer outro, independenye do fato de viver ou não de sua techne. Sendo assim, ao mesmo cabe também procurar entender, dentro de seu ponto de vista e seus próprios conceitos, qual o seu papel na sociedade, quais serão as suas respostas aos estímulos negativos ou positivos que a sociedade lhe traz.

O artista não está longe dos efeitos da sociedade capitalista e conseqüentemente ele terá de se posicionar quanto a isso. Quando falamos em democratização da cultura temos de ter a consciência de que sabemos o que isso realmente significa e, trocando em miúdos, de que lado estamos. Queremos uma arte para todos? Temos a noção de que a arte é dominada por uma elite? Sabemos que democratizar a arte é levá-la para onde as pessoas não têm acesso a ela? Para que serve a nossa arte? Ou a pergunta seria: para quem serve a nossa arte?

Parafraseando o dramaturgo Augusto Boal, criador do Teatro do Oprimido, "Todos os seres humanos são atores - porque atuam - e espectadores - porque observam. Somos todos ‘espect-atores’”. Tenho certeza de que não há como separar a arte da política, aliás, nada se separa da política, como o próprio Boal comentava, tudo na vida é política, até mesmo quando fazemos amor estamos fazendo política. Esse é papel de quem fala em democracia na arte, levá-la ao povo e as massas precarizadas, tão sedentas de arte e cultura como as elites dominantes.

Não há como viver longe dos dilemas e contradições de uma sociedade capitalista e injusta, em algum momento ela irá nos tocar. Chegará o dia que teremos de sair da caverna e nos cegarmos com a luz e também descobrirmos que o artista tem um papel social e o poder de mexer com a alma e a boca do povo, como explica muito bem a jornalista Rosa Minine, ao se referir ao trabalho da Tribo de Atuadores porto-alegrense Ói Nóis Aqui Traveis: “A rua está repleta de mistificações: a pornografia nas bancas de revista; o consumismo dos outdoors; os enganadores da fé do povo e demais apelos alienantes. Ir para a rua, portanto, tem um conteúdo ideológico cuja diferença está entre adormecer a consciência das massas ou despertá-la. Quando a Arte é colocada a serviço do povo, ela retira dele o melhor de sua obstinação, de sua coragem e determinação de transformar a cruel realidade em que vive, re-elaborando o material e devolvendo a este povo um produto cujo conteúdo e estética são aceitos e reconhecidos como parte de sua luta. E quando isto é feito na rua, constitui-se num verdadeiro embate ideológico com as forças do obscurantismo e do atraso. O povo se identifica com a fala, com os gestos, com a mensagem enfim, e, ao aplaudir, aplaude a si mesmo.”

O artista que não tem o anseio de fazer ou participar disso já escolheu o seu lado e ao fazer isso corre o risco de ser absorvido pelo sistema e, mesmo com o poder de sua arte nas mãos, não conseguir sair da caverna que aprisiona os homens e os ilude com reflexos de uma realidade distorcida, ditada por um sistema político que o diz como pensar e agir, como oportunamente comentava o psicólogo estado-unidense Timothy Leary: “O homem tem uma visão estática e bonita do mundo, impressa nele por meio de associações condicionadas. E o homem acredita que sua visão é a realidade”.


A arte deve deixar de simplesmente refletir a sociedade e passar a ser o seu mecanismo de transformação.



Joe Nunes
Artista Plástico
Segunda-feira, 09 de fevereiro de 2009, 01:39, acompanhado de minha amada e de José Saramago e seu Ensaio Sobre a Cegueira.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Aí está o convite para a exposição do Grupo de Artistas Contra-Senso (clique na imagem para ampliar).


Junto com o convite para a exposição do Grupo Contra-Senso, que ele pede para repassar, o Joe Nunes manda a seguinte mensagem:

"Olá Caco,

Escrevo representando o Grupo de Artistas Contra-Senso para te pedir que repasse o Convite de nossa exposição no MASC para todos e todas que fazem parte do Fórum da Cultura em Santa Cruz.

Fazemos questão de ter a honra da presença de todos e todas que estão tomando a INICIATIVA e TRABALHANDO para construírmos uma verdadeira identidade cultural em nossa cidade.

Antes de lerem o convite, queremos dizer o que é o CONTRA-SENSO:

O Grupo de Artistas Contra-Senso, que foi criado pela iniciativa independente dos fundadores do mesmo em junho de 2008, tem como objetivo principal instigar a discussão sobre os objetivos da arte contemporânea, qual sua função enquanto cultura e identidade de um povo. A Proposta do Grupo é se colocar com ponto de mutação do senso comum, que absorve a arte e a espelha como reflexo de toda uma sociedade.

Sendo a arte tal reflexo, o Contra-Senso objetiva subverter (através da sua heterogeneidade de idéias e estilos) as definições pragmáticas de arte que norteiam o chamado "mercado". Sobreviver em um mundo que transforma a arte em mercadoria, revitalizando os valores do “ars gratia artis" e garantir um espaço onde os artistas possam se expressar livremente mantendo em seus trabalhos a alma que os transformou em pintores, desenhistas, escultores, escritores, poetas, fotógrafos e provando que existem espaços para que possam continuar produzindo cada vez mais e vivendo de sua arte."



Aí está, o Joe queria que lêssemos o texto antes de ver o convite, mas eu coloquei a imagem em primeiro lugar, para dar destaque à postagem. No convite que veio por email há mais imagens, com uma pequena mostra dos trabalho de cada um dos artistas, mas que por insuficiente domínio da tecnologia do blog não consegui inserir aqui. Mas o Joe, como participante da segunda reunião do fórum pode postar direto no blog. Estou cadastrando-o agora e daí é só seguir as instruções do email.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Cultura, cidades e desenvolvimento local

Notícia retirada do site do Ministério da Cultura em 02 de fevereiro de 2009. Será que nossa cidade estará representada? Espero que alguém da SMEC possa nos trazer mais detalhes em breve.Como pode ser percebido nas partes em negrito (os grifos são meus), neste encontro serão abordados temas que estão no centro das preocupações do nosso fórum.
Caco


Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas
Evento será realizado nos dias 10 e 11 de fevereiro, em Brasília, com a participação de dirigentes do MinC
Representantes do Ministério da Cultura promovem um painel na mesa Cultura, Cidades e Desenvolvimento Local, durante o Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, que será realizado nos dias 10 e 11 de fevereiro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
Durante o painel, a ser promovido na terça-feira (dia 10), das 17h às 19h, serão debatidas as diretrizes, ações e programas estruturantes, que deverão ser pactuados com os municípios para implantação das políticas públicas, e o fortalecimento institucional da Cultura, no âmbito federativo.
Dentre os tópicos em discussão, a aprovação do Plano Nacional de Cultura, os desafios do Sistema Nacional de Cultura, a realização da II Conferência Nacional de Cultura e a implementação das iniciativas do Programa + Cultura.
O secretário executivo do MinC, Alfredo Manevy, abrirá os debates com uma abordagem sobre os temas do painel e sobre a importância da participação dos municípios brasileiros nas políticas públicas para a Cultura no país.
O Plano Nacional de Cultura será tratado pelo novo titular da Secretaria de Políticas Culturais, José Luiz Herência, que falará sobre as propostas de estratégias gerais do PNC para fortalecer a ação do Estado no planejamento e execução das políticas culturais.
Já o Sistema Nacional de Cultura será apresentado por um membro do Conselho Nacional de Políticas Culturais, o conselheiro Roberto Peixe. O SNC é um processo de articulação, gestão e promoção conjunta de iniciativas na área cultural, entre os entes federados e destes com a sociedade civil, com o objetivo de implementar uma política pública de cultura democrática e permanente.
A explanação sobre a II Conferência Nacional de Cultura, a ser realizada neste ano com objetivo de desenvolver políticas públicas de cultura e estimular a participação social, estará a cargo do gerente da Secretaria de Articulação Institucional, Frederico Maia. Com o tema central Cultura, Cidade e Desenvolvimento Local, a II CNC debaterá o papel do Estado e da Sociedade Civil na construção da cidadania, no desenvolvimento das cidades, na produção simbólica, na economia da cultura e na consolidação do SNC.A secretária de Articulação Institucional, Silvana Meireles, apresentará o Programa + Cultura, que se insere em um contexto favorável de cooperação com municípios, estados e Distrito Federal para integração de metas e ações. Na oportunidade, será explicada que para a implementação de políticas públicas é necessário o fortalecimento das relações federativas, principalmente pelo compartilhamento de decisões. Nesse contexto, a descentralização das ações do Programa se constitui como um passo decisivo para a cooperação dos entes federados e para a ampliação da participação social na formulação, execução, gestão, monitoramento e avaliação das iniciativas implementadas.
Além do estande para distribuição de material institucional, o Ministério da Cultura também terá outro espaço para atendimento ao público: uma ‘Sala de Soluções’ - Programas e Projetos -, localizada no 1º Pavimento da Ala Norte, destinada a resolução de questões que não possam ser atendidas no estande.

Encontro Nacional
Organizado pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI-PR), por meio da Subchefia de Assuntos Federativos, o Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas deverá reunir, em Brasília, cerca de 3.500 gestores municipais de todo o Brasil, além de secretários e assessores. A mortalidade infantil, o analfabetismo, o sub-registro civil, o combate a pobreza, dentre outros temas nacionais e regionais, serão debatidos durante o evento.
A iniciativa conta com a parceria de três entidades - Associação Brasileira de Municípios (ABM), Confederação Nacional de Municípios (CNM) e Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Ainda participam da organização a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e o Governo do Distrito Federal.

Histórico
O encontro dos Prefeitos recém empossados faz parte das atividades do Grupo de Trabalho Interministerial, criado em abril do ano passado, na XI Marcha dos Municípios, para tratar da transição municipal. A idéia foi concebida no âmbito do Comitê de Articulação Federativa da SRI-PR, por meio de debates entre os órgãos do Governo Federal, as entidades nacionais municipalistas e as demais parceiras na promoção do evento.

Leia, também, matéria publicada no Portal Federativo: Presidente Lula terá encontro com prefeitos eleitos em fevereiro.

Informações: www.portalfederativo.gov.br ou (61) 3411-1996/2068/3376, na Assessoria de Comunicação Social da SRI-PR, e (61) 3316-2366/2200/2240, na Assessoria de Comunicação Social do MinC.

(Marcelo Lucena e Narla Aguiar, Comunicação Social/MinC)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O Conselho Estadual de Cultura, têm o interesse de aproximação aos sectores envolvidos com o desenvolvimento Cultural do Estado, para alcançar tal finalidade, participa de encontros com intuí to de novas políticas culturais, também auxiliam na criação de Conselhos Municipais de Cultura; Faço uma pergunta: - Vamos contar com essa ajuda?.
Outro ponto importantíssimo na democratização do fórum, como ideia sugiro que haja a indicação de um representante para divulga-lo nas escolas, e que nesta oportunidade, também solicite a escola criar um espaço de discussão nos mesmos moldes, e repasse posteriormente o resultado.
A participação das Escolas é muito importante mar dar legitimidade na criação do Conselho. A descentralização da Cultura deve estar acima dos interesses políticos e pessoais.
Todos sabemos da importância da Cultura, que cabe sem dúvida ao Poder Público a incumbência de prove-la, motiva-la ou incrementa-la, garantindo a cidadania. A Cultura é a identidade de um povo, com ela temos auto-estima, sem ela temos desagregação, exclusão, barbárie.
Em uma palestra em Junho de 2000 escutei:
- Será que estes Senhores, donos de poder, não sabem que caem muralhas, obeliscos, civilizações e ficam estátuas, poemas, livros, reflexões. Quem era o prefeito de Nova York no tempo de Sheakespear? Quem governava o Rio de Janeiro na época de Machado de Assis? essas perguntas talves confirmam um pouco de Humanidade aos que vêem o trabalho dos Artistas e Promotores de Culturais como algo secundário.
-"Para se chegar ao coração de um povo ou conhece-lo é só seguir sua veia artística "

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

curso de teatro

O Joe Nunes, do Teatro (Ins)Pirados e nosso companheiro aqui no fórum, manda email convidando para um curso introdutório às artes cênicas. Preparado para o período de férias o curso será ministrado em módulo intensivo.
O programa inclui: história da arte teatral, oficina de criatividade e roteiro, expressão corporal, expressão facial, técnica vocal, laboratório de produção, montagem e atuação.
 O curso será realizado no Centro de Cultura Jornalista Francisco José Frantz (rua Ernesto Alves, 817 - antiga Estação Férrea) de 16 a 21 de fevereiro de 2009,nos seguintes horários: das 18h20min às 22h20 ( segunda a sexta-feira) e das 14h às 19h no sábado.
 Inscrições e mais informações no local, pelo e-mail: grupoteatralinspirados@gmail.com ou pelo telefone: (51) 9965-8582.
As inscrições vão até o dia 13 de fevereiro e o valor é de Rr$ 40,00 (aulas + apostila + certificado).
A realização é do Teatro (Ins)Pirados com o apoio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Santa Cruz do Sul através do Departamento de Cultura.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Proposta de Objetivos e Funcionamento do Fórum de Cidadãos pela Cultura em Santa Cruz do Sul

Com esta postagem concluo a série de três textos sobre o funcionamento do fórum (os outros dois trataram da construção de processos democráticos e este agora é o seguimento lógico daqueles).

Fórum da Cultura
Objetivos:
- constituir um espaço aberto a todos para o debate cultural, funcionando como referência na esfera pública da cultura em Santa Cruz do Sul;
- debater, avaliar, sugerir, políticas públicas para o desenvolvimento cultural do nosso município com base nos princípios de democratização e descentralização;
- estimular a valorização do fazer cultural tanto pelas autoridades e agentes governamentais como pelo setor empresarial e pela população em geral;
- articular os produtores culturais (artistas, técnicos, intelectuais, trabalhadores da cultura), os gestores e promotores da cultura (órgãos públicos, entidades empresariais e do terceiro setor, instituições educacionais, ONGs, movimentos sociais) e os apreciadores e fruidores da cultura (a população interessada) com vistas à valorização, melhoria e ampliação das manifestações, expressões e opções de produção e apreciação da cultura em Santa Cruz do Sul.

Funcionamento:
- reuniões mensais abertas aos interessados
- as reuniões terão duração de 2 horas assim distribuídas:
- 60 min para discussões gerais de interesse dos participantes (sugestões, propostas, questionamentos, críticas, reclamações, denúncias, anúncios, demandas, necessidades, dificuldades e possibilidades do fazer cultural em Santa Cruz do Sul);
- 60 min para apresentação e debate de um tema previamente definido e divulgado pelo fórum.
A definição da pauta das reuniões e dos temas de debate pode ser feita por meio do blog, aumentando a possibilidade de participação dos interessados.

discussões online através do blog http://culturascs.blogspot.com
- os participantes das três primeiras reuniões do fórum serão cadastrados como autores do blog, podendo postar livremente mensagens compatíveis com os objetivos e princípios do fórum (como já vem acontecendo);
- as postagens no blog podem tanto preparar a próxima reunião como aprofundar e desenvolver tópicos iniciados na reunião anterior. Além disso espera-se que surjam discussões no próprio blog, além de contribuições como avisos, notícias, textos e entrevistas sobre cultura, informações úteis, sugestões e questionamentos;
- o blog é aberto ao público em geral, que é estimulado a fazer comentários e desse modo participar na própria construção do blog e do fórum;
- alguns comentaristas, a critério de seu interesse e da anuência dos demais autores podem vir a ser cadastrados como autorres para poderem fazer postagens independentes dos comentários.


Penso que com este modelo de organização e funcionamento o Fórum da Cultura de Santa Cruz do Sul pode trazer avanços para a questão cultural no município sem transformar-se em mais uma entidade associativa e sem virar apenas uma reunião com belas falas e idéias inteligentes que não levam a nada. Gostaria muito que usássemos ps próximos dias para debater esta proposição aqui no blog e desse modo começarmos a definir a organização da reunião de fevereiro.

dando continuidade

Dando continuidade à postagem de ontem (Democracia), sigo discutindo a questão agora em relação ao funcionamento interno do fórum e ressaltando a importância de sua continuidade.
Na postagem anterior escrevi sobre a democracia, argumentando que seu maior valor é também sua maior dificuldade. Uma prática política democrática exige um conjunto de valores e princípios que devem reger todas as ações – e dos quais não podemos nos afastar – e também muita paciência, muita tolerância, grande capacidade de convencimento, humildade e firmeza. Não é fácil. Definitivamente não. E isto vale tanto para a grande política – inclusive na discussão das políticas públicas – como para as micropolíticas das relações interpessoais e da organização de grupos, movimentos e coletivos. Portanto, vale também para o nosso fórum. Como espaço democrático o fórum da cultura é aberto à participação de todos os cidadãos e cidadãs que se interessam de algum modo pela cultura, querem debater políticas públicas para o desenvolvimento cultural do município e que aceitam as regras da convivência democrática. E por causa disso este fórum não tem uma estrutura institucional, coordenadores, porta-vozes etc.
A grande riqueza deste fórum é sua multiplicidade, diversidade e espírito de companheirismo. Afinal, sabemos todos que o que quer que seja feito, a responsabilidade será sempre toda nossa. Mas afinal, o que faremos na continuidade deste fórum?
A continuidade é importante, não temos o direito de desperdiçar o envolvimento que já construímos. Vamos olhar os números. Na reunião de organização, em que decidimos convocar uma reunião aberta, éramos 5. Na primeira reunião, dia 17/12, triplicamos para 15. E na segunda reunião aberta triplicamos novamente e chegamos a 45 participantes. Será que vamos manter a progressão e chegar a 135 na reunião de fevereiro? Na verdade isto não é o mais importante, mas se conseguimos ser 45 pessoas reunidas às 18 horas de uma quarta-feira de janeiro, temos a responsabilidade de estar à altura da expectativa que criamos. Não só expectativa, na verdade. Penso que já temos resultados que em parte precisam ser atribuídos a esta mobilização: dois artigos sobre cultura publicados na Gazeta, uma matéria anunciando a primeira reunião no Riovale, matérias pós reunião nos dois jornais, novamente os dois jornais com matérias grandes sobre a segunda reunião, os textos deste blog, a movimentação da Smec, a proposta do Fundo de Cultura feita pelo Depto. de Cultura, tudo isso é um pouco resultado da nossa movimentação. E depois do editorial do Riovale na sexta-feira 30 de janeiro, esta responsabilidade torna-se ainda maior.
Tá, mas e agora, o que vamos fazer na continuação? E porque comecei este texto falando na democracia? Pois então, penso que o fórum tem o papel da garantir um espaço público democrático para o debate de políticas culturais. E nesse sentido não deve burocratizar-se nem criar estruturas administrativas ou técnicas. O fórum existe nas reuniões e no blog e sua função é estimular e organizar o debate, fazer propostas, análises, avaliações, articular pessoas e entidades, articular governo e sociedade. E isto tudo conforme definições tiradas nas reuniões plenárias que proponho que sejam mensais e única instância decisória do fórum.
Agora, é claro que é possível que alguns participantes do fórum se articulem em grupos de trabalho ou comitês, que façam estudos técnicos, pesquisas, projetos e que os apresentem através do blog e proponham a sua discussão nas reuniões. Mas estes grupos não são uma instância decisória, estrutural e organizativa do fórum e não podem falar em nome do fórum. São grupos que se formam por afinidades, interesses comuns, necessidades setoriais, amizades, ou o que for. São legítimos, claro, mas não são o fórum. Mas mesmo não sendo o fórum, estes grupos de trabalho ou comissões que vierem a se formar pelo interesse das pessoas e entidades que participam das reuniões do fórum podem ser muito importantes para o desenvolvimento ou aprofundamento de questões específicas de cada uma das áreas da cultura que constituem a nossa diversidade e multiplicidade.
Dito isso, apresento na próxima postagem uma proposta de organização e funcionamento para nosso fórum, nossas reuniões e nosso blog,

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Democracia

Na última reunião do fórum foi colocado em questão o que entendemos por democratização e descentralização da cultura, como uma espécie de alerta para as dificuldades e armadilhas destes conceitos. Muito apropriadamente foi dito que se descentralizar é levar para a periferia aquilo que é feito e mostrado no centro, a descentralização não traz muita vantagem. Sim, talvez descentralizar seja justamente mostrar no centro aquilo que é produzido nas periferias. Independente disso, a descentralização da cultura, com toda a certeza, passa pela descentralização das condições de produção e fruição cultural (descentralizar recursos, equipamentos, professores, instrutores, eventos, atividdes). Isto tudo, certamente provocaria uma intensa discussão pública sobre objetivos e prioridades e poderia inclusive vir a ser criticado e combatido como perda de tempo, desperdício de recursos, populismo, etc.
Este tipo de debate é, ao mesmo tempo, a riqueza e a dificuldade da democracia. Sobre isso quero apresentar, nos parágrafos que se seguem, minha percepção das dificuldades e problemas da institucionalização de processos democráticos (seja na cultura, seja em qualquer dimensão da sociedade).
O que é democracia? Obviamente esta pergunta comporta um grande número de respostas. A questão é definir qual (ou quais) destas respostas é a mais adequada (aquela que descreve mais apropriadamente o fenômeno que queremos tratar).
O sociólogo alemão Max Weber, disse uma vez, meio como chiste, meio à sério, que a democracia é o sistema político no qual o povo elege um dirigente que, uma vez eleito, diz “Agora, bico cerrado e obedecei-me”. Esta definição, com a qual concordariam alegremente muitos dirigentes em diversos níveis, traz implícita uma impaciência frente às expressões públicas de dissentimento e divergência.
Certamente esta não é uma boa definição de um regime democrático justamente porque não leva em conta uma das características essenciais da democracia: sua qualidade autodesestabilizadora. Com isso quero destacar que nos sistemas plenamente democráticos tudo está em perpétuo movimento. Ou seja, os procedimentos democráticos promovem o debate e alimentam a insatisfação pública ante a situação existente e, muitas vezes, suscitam a irritação dos cidadãos e os levam a atuar diretamente. Numa democracia, dotados da liberdade de criticar e transformar a distribuição do poder estatal e das instituições civis, os cidadãos se encontram mergulhados em um estado de inquietação permanente; as pessoas sentem-se dominadas por uma sensação de incerteza acerca de quem governa e quem deve governar; as relações de poder existentes são consideradas contingentes, carentes de garantias transcendentais.
Uma primeira tentativa de definição da democracia, nesta linha de pensamento, precisa destacar que os regimes democráticos são os sistemas políticos mais exigentes, que prevêem inúmeros procedimentos para se chegar a decisões coletivas por meio do debate público, baseados na máxima participação possível das partes interessadas. Portanto, “una democracia es un sistema estructurado y abierto de instituciones que facilitan el control flexible del ejercicio del poder” (KEANE, John. “Naciones, nacionalismo y ciudadanos en Europa”. Revista Internacional de Ciencias Sociales, 140, julho 1994, p. 207).
As democracias nunca chegam a um ponto de equilíbrio homeostático. Ao contrário, são caracterizados pelas discrepâncias públicas acerca dos meios e dos fins, das incertezas, confusões e omissões dos problemas políticos e dos conflitos ocultos e abertos. Tudo isso torna-as vulneráveis e muitas vezes vítimas de tentativas de ganhar tempo, simplificar as coisas, pôr fim ao pluralismo e promover a unificação de tudo e de todos, instituir a ordem unida como a principal forma de comportar-se. Em virtude destes perigos, a democracia exige uma prática democrática militante para institucionalizar e defender a democracia por meio da prática de pequenos atos diários de resistência que ao mesmo tempo se nutrem do sentimento, por parte dos cidadãos, de compartilhar uma identidade, uma visão, um desejo, um experiência histórica, algumas tradições comuns.
Estes atos de resistência diária são tanto mais difíceis de realizar naqueles contextos carentes de alguns fatores constitutivos do que eu chamaria de as virtudes de uma cidadania democrática: prudência, sentido comum, capacidade de fazer juízos e defendê-los em público, coragem para criticar e aceitar críticas, capacidade de unir-se a outros em um movimento de dignidade e solidariedade para resistir ao medo.
Aliás, “librarse del miedo es siempre una condição básica de la democracia, y a ello suele contribuir el sentido, compartido por todos los ciudadanos, de pertenecer a una o más identidades éticas” (KEANE, John. “Naciones, nacionalismo y ciudadanos en Europa”. Revista Internacional de Ciencias Sociales, 140, julho 1994, p. 207).
Destaco a importância de resistir ao medo como um dos fatores fundamentais para a transformação democrática de regimes despóticos, nos quais o medo ao poder corrompe aos dominados e o medo de perder o poder corrompe aqueles que o detém.
E com isso chego a uma segunda tentativa de definição de democracia: “un mosaico político y social de múltiples estratos en el que se asigna a los decisores políticos, a nível local, regional, nacional y supranacional, la misión de servir a la res publica, mientras que, por su parte, los ciudadanos que viven inmersos en el engranaje de la sociedad civil están obligados a mantenerse vigilantes para evitar que los demás, y sus dirigentes, abusen de su poder y violen el espíritu del bien común.” (KEANE, John. “Naciones, nacionalismo y ciudadanos en Europa”. Revista Internacional de Ciencias Sociales, 140, julho 1994, p. 207).
Nesta definição aparecem como fundamentos da democracia o dever dos agentes políticos servirem à coisa pública e a o bem comum e a responsabilidade dos cidadãos de evitarem que os demais cidadãos e as lideranças políticas e sociais abusem do poder ou violem o pacto de busca coletiva do bem comum. É para poder assumir suas responsabilidades que os cidadãos precisam organizar-se em movimentos e/ou entidades que lhes permitam juntar forças na defesa da democracia. Defesa esta que é, verdadeiramente, parte do processo de construção cotidiana da democracia.
Acredito que é isto que estamos tentando fazer, nós que nos reunimos no fórum da cultura: construir a aprofundar a democracia no âmbito da produção e fruição cultural no nosso município. Esta não é uma tarefa fácil e exige empenho, motivação e organização. Na próxima postagem entrarei no tema da organização do fórum.

sábado, 31 de janeiro de 2009

ESCLARECIMENTO

Meus caros, ainda não fiz os convites para que os presentes na reunião de 21 de janeiro passem a ser autores do blog porque ainda não recebi a lista de presenças para copiar os endereços eletrônicos. Como vocês devem lembrar, quando precisei sair da reunião o Neidmar pediu para ficar com a lista e eu a deixei com ele. Depois disso já fiz um pedido aqui no blog e também enviei um e-mail diretamente para o Neidmar e até agora, 10 dias depois, não tive nenhum tipo de resposta. Não sei o que está havendo.
Para não ficar na dependência disso, peço a quem esteve naquela reunião e quer ser autor do blog que me envie um email para cacobaptista@gmail.com que eu os cadastrarei. Peço também que alguém me informe data e hora da reunião de fevereiro

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

edital dos Pontos de Mídia Livre

Tirado do blog do Rovai
Divulgue o edital dos Pontos de Mídia Livre
(29/01/2009 13:07)
Participei de um debate nesta tarde com Antonio Martins (Diplo Brasil), Ivana Bentes (UFRJ), Giuseppe Coco (Revista Global e Univesidade Nomade) e Altamiro Borges (Vermelho). Célio Turino, do Ministério da Cultura, responsável pelo lançamento do edital, também estava como convidado especial.

Na ocasião, discutiu-se o edital dos Pontos de Mídia Livre lançado no dia 27 último. Ele premiará 60 iniciativas de mídia livre. Sendo 10 com 120 mil reais. E 50, com 40 mil.

Considero que essa notícia e o anúncio da Conferência das Comunicações colocam o debate sobre o fortalecimento da diversidade informativa em outro patamar.

No debate, Célio Turino afirmou que se o número de inscritos for muito grande e se o MinC tiver recursos, a quantidade de premiados pode aumentar.

É obrigação nossa fazer com que o número de inscritos seja imenso. Por isso esse edital precisa ser divulgado ao máximo. Ele está na página do Cultura Viva do MinC: http://www.cultura.gov.br/site/2009/01/27/edital-premio-pontos-de-midia-livre/.

Além disso, também devemos fazer com que essa ação do MinC se multiplique. É preciso apresentar essa idéia para prefeitos e governadores e estimulá-los a fazer prêmios regionais.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Exposição Grupo Contra - Senso

Nós Artistas, produtores na área das Artes, Grupo Contra-Senso ,convidamos os participantes deste fórum, a colaborar connosco, estamos buscando de patrocínio para nossa exposição que se realiza no MASC, com abertura para o dia 09/02- segunda -feira,vernissage (coquetel)para o dia 13/02 sexta feira, com a participação de todos os Artistas, e todos estão convidados a participarem.
Qualquer manifestação entrar em contato com o e-mail: grupocontrasenso@gmail.com.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Uma contribuição sobre o conceito de Mídia Livre

Tirei isto do blog do Rovai, é a sua intervenção numa mesa do Fórum Social Mundial. Ele fala sobre comunicação, especialmente mídia livre, mas pode-se aplicar suas idéias para a cultura em geral. Ele fala em trabalho voluntário/militante e na busca de novas formas de financiamento. Vale a pena ler o texto inteiro no endereço aí embaixo: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/blog/texto_blog.asp?id_artigo=6022

Como isca, duas passagens:
" Quanta gente em todos os cantos do Brasil e do mundo não está trabalhando de graça para contestar as versões dos conglomerados midiáticos? Quanta gente não está fazendo rádio livre e comunitária nas favelas brasileiras para poder levar prestação de serviço e opções de cultura e lazer diferenciadas para milhões de pessoas? Quanta gente não está fazendo produções em vídeo e construindo um registro alternativo dos nossos tempos ao postá-las, por exemplo, no youtube? Quanta gente sem ganhar nada não tornou a Wikipédia em um enorme manancial de informação?
Os midialivristas fazem comunicação porque a entendem como direito humano. As pessoas querem se comunicar, dizer o que pensam, opinar. Elas precisam fazer isso para se sentirem participes de uma sociedade democrática.
Até porque sem uma ampla diversidade informativa, a democracia se apequena. Torna-se de grupos, de poucos."


"Vamos ter uma mesa neste FSM onde será lançado o edital de criação dos Pontos de Mídia Livre e dos Laboratórios de Mídia Livre. Trata-se de um novo modelo de financiamento de veículos de informação que terá o apoio do Ministério da Cultura. Poderão se inscrever organizações e pessoas físicas. E os veículos serão julgados por uma comissão que vai avaliar o interesse público daquele produto. Isso muda a lógica da repartição dos recursos. É uma construção inspirada nos Pontos de Cultura, que a partir de agora também poderão se reivindicar Pontos de Mídia Livre. É algo novo e que precisa ser discutido por todos nós para que possa vir a ser, inclusive, melhorado e ampliado.
Por que não se pode repetir essa construção em governos de estados e prefeituras?".

Mais editais de apoio a projetos na área da cultura

Olha aí pessoal, a rede funcionando. Recebi est mensagem do Iran e passo para vocês. Quem se habilita a fazer uma pesquisa acadêmica sobre a cultura? Precisa estar fazendo mestrado. Atenção aos interessados, pois as inscrições vão até 31 de março de 2009


Edital PRÓ-CULTURA Capes/MinC - apoio à pesquisa em cultura

O Edital nº 7/2008 - Capes/MinC - faz parte do Programa Pró-Cultura e
irá conceder 48 bolsas de ensino para estudantes de mestrado (stricto
sensu) e para pesquisas na área cultural
.

O programa é fruto de um trabalho conjunto entre a Secretaria de
Políticas Culturais do Ministério da Cultura (SPC/MinC) e a Capes e
visa fomentar a pesquisa universitária, bem como o aperfeiçoamento e a
formação de pessoal de nível superior em Cultura. O valor das bolsas a
serem concedidas é de R$ 1.200,00, cada uma.


As inscrições estão abertas até 31 de março de 2009 e deverão ser
feitas por instituições de ensino superior.


A divulgação dos selecionados será realizada a partir de abril de 2009.

As áreas temáticas da Cultura prioritárias para o desenvolvimento das
pesquisas são: Cultura, Arte e Novas Tecnologias; Cultura,
Manifestações Artísticas e Conhecimentos Tradicionais; Cultura,
Memória e Patrimônio; Cultura Populações e Territórios; Cultura,
Cidadania e Inclusão Social; Cultura, Estado, Legislação da área de
Cultura e Políticas Públicas; Cultura, Economia e Desenvolvimento; e
Cultura, Globalização e Diversidade.


A preferência para a seleção dos bolsistas, conforme o edital, será
dada a projetos que promovam o diálogo e a interação das pesquisas com
os conhecimentos da cultura tradicional do país; promovam a
articulação das universidades com empresas; realizem a apresentação de
conteúdos em formatos audiovisual e/ou digital; façam a divulgação dos
resultados em seminários, oficinas e eventos culturais, entre outros
aspectos.

Conheça o edital:

Edital PRÓ-CULTURA Capes/MinC
http://www.cultura. gov.br/site/ wp-content/ uploads/2008/ 11/edital_ minc_capes. pdf

Projetos culturais para financiamento do BID

Organizações sociais dos 26 países da América Latina e Caribe - membros do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) - podem enviar projetos para financiamento de propostas com enfoque cultural. A seleção destina U$ 3 a 10 mil para iniciativas de desenvolvimento cultural de pequena escala. Os projetos devem contribuir para os valores culturais, estimular a atividade econômica e social de forma inovadora e bem-sucedida, apoiar a excelência artística e contribuir para o desenvolvimento dos jovens e da comunidade. O Centro Cultural do Banco Interamericano de Desenvolvimento pode financiar até dois terços de um projeto. As organizações locais serão responsáveis por proporcionar o resto dos recursos e apoiar o projeto de modo sustentável. Os projetos serão avaliados de acordo com sua viabilidade, alcance educativo, uso eficaz de recursos, capacidade de mobilizar recursos financeiros adicionais e impacto de longo prazo sobre a comunidade. A convocatória faz parte do Programa de Desenvolvimento Cultural, concebido para estimular o desenvolvimento de projetos inovadores, preservar e recuperar tradições e conservar o patrimônio cultural, entre outros objetivos.
Período: até 31 de janeiro.
Mais informações em
http://www.iadb.org/NEWS/detail.cfm?language=English&id=4788

ainda em avaliação a reunião do dia 21 de janeiro

Esta postagem é só para lembrar a todos que, abaixo a longuíssima postagem sobre o conceito de cultura, dei início à uma série de avaliação da nossa reunião, a qual recebeu um comentário precioso do Iran Pas. Esta avaliação continua aberta e convido a todos a se manifestaem dizendo como pensam que deveos dar continuidade ao fórum. Além do coentário do Iran (que coloquei em destaque na postagem anterior, recebemos também dois comentários de anônimos que nos ajudam a pensar o foco do nosso fórum:

Comentários
Anônimo disse...

Sob o ponto de vista burocrático a discussão avançou. Não creio que o avanço da discução sobre o estabelecimento de um mecanismo burocráticocultural seja um real avanço para a CULTURA santacruzence. O problema principal da cultura em Santa Cruz é a sua inexistência, as pessoas em santa cruz não tem a mínima educação cultural, todas as açôes devem se voltar para o desenvolvimento de uma conciência cultural.
Acho que o ponto a ser discutido é: que ações devemos promover para que as pessoas de scs conheçam o valor da arte e assim sejam capazes de valorizar realmente seus artistas, e qual será a função do conselho de cultura nesta ação.
A cultura de um povo é medida pela capacidade de compreensão artística deste povo,
é preciso fomentar , acima de qualquer outra coisa, o desenvolvimento desta, pois se houver esta compreensão, a valorizacão da arte, dos artistas, dos eventos e instituições culturais virá naturalmente.
É evidente que a instituição do conselho é importante, mas não devemos nos esquecer de que o conselho por si só não significa avanço algum, pois é apenas uma ferramenta, que por si só não é capaz de erguer a construção da cultura em scs, ela precisará ser usada com cuidado é precisão, e preciso saber o que fazer com ela.
abraço a todos e que tenhamos cultura, acima de qualquer outra coisa, em scs.
23 de Janeiro de 2009 20:03


Anônimo disse...
Creio que é isso mesmo!
25 de Janeiro de 2009 18:30

cultura, classes, mercado

Na primeira parte a reunião do dia 21/01 foram colocadas duas questões que penso merecerem um aprofundamento: a) cultura não é mercado e b) numa sociedade de classes também a cultura assume um caráter de classe.
Estes pontos colocam em pauta o que compreendemos por cultura, e esta definição é importante quando percebemos a diversidade de participantes do fórum e vemos uma certa tensão entre uma visão que aponta a necessidade da criação de um mercado de trabalho da cultura que permita que artistas e técnicos possam viver de seu trabalho no campo cultural e uma visão que aponta para a necessidade de acolher na cultura as manifestações do modo de vida de grupos que não produzem arte ou cultura em termos profissionais. Enfim, uma tensão entre uma visão da cultura restrita à arte (que eu tenho chamado de cultura artística) e uma visão ampliada de cultura como o conjunto de expressões simbólicas de grupos étnicos e sociais. Penso que as duas visões não são excludentes e a diversidade do nosso fórum exige qu consigamos explicitar e desenvolver as duas concepções.

Cultura não é mercado
Embora tenhamos falado muito na necessidade de consolidar um mercado de trabalho na cultura e tenhamos concordado que é preciso dar condições de sobrevivência para os artistas e produtores culturais, penso que todos concordamos que se deixarmos a cultura se virar de acordo com as “leis do mercado”, tudo o que eremos é a chamada indústria cultural – produção industrializada de objetos culturais voltados para a troca no mercado, equiparando canções, filmes, novelas, livros e revistas com sabonetes, automóveis, iogurtes. Ou seja, se pensarmos a cultura como mercado, vamos ter apenas as produções de apelo comercial e os únicos produtores culturais que sobreviverão de seu trabalho em cultura serão aqueles ligados aos grandes empreendimentos, especialmente redes de televisão.
Então, efetivamente cultura não pode ser deixada à mercê do mercado. Se juntarmos a isso o fato de que não se faz cultura sem investimento, parece ficar claro que o poder público tem uma grande responsabilidade na criação de condições para a expressão da diversidade cultural e para o financiamento dos empreendimentos culturais locais e de pequeno porte. Ou seja, não faz sentido o Estado financiar um show do Roberto Carlos ou do Martinho da Vila – ou um filme do Daniel Filho ou do Arnaldo Jabor – mas faz todo o sentido (e é mesmo fundamental) que o Estado financie curtas metragens de diretores estreantes ou shows de música de artistas locais. Vale o mesmo raciocínio para o teatro, a dança, as artes plásticas etc. Em tempo: nada contra a arte do Roberto ou do Martinho. Uso-os apenas como exemplo de artistas já reconhecidos e estabelecidos, com apelo comwercial e que não precisam de financiamento do Estado.

Cultura e classes sociais
E com isso estamos na questão do caráter de classe da cultura. Existe um conjunto de manifestações culturais estabelecido e reconhecido, com mercado, com financiadores etc., e existem alguns conjuntos de manifestações culturais que ainda são vistas como não cultura, como coisa de baderneiros ou desocupados ou marginais. Por exemplo, o hip hop, o grafite, o teatro de rua. É interessante lembrar que o samba já foi perseguido no Brasil (e o maxixe, inclusive, era caso de polícia), que o roquenrol já perseguido, que o punk ainda é perseguido. Então podemos ver que também na cultura se estabelece uma linha divisória em torno das classes sociais. Não estou aqui a pregar luta de classes, mas chamo a atenção para a existência dessa luta. E principalmente quero destacar que a visão dominante de cultura tende a ser restritiva e a desqualificar como não cultura, não arte, não nada, as manifestações que não cabem dentro da televisão, dos teatrões e das salas de concerto. Um exemplo claro disso é que a sociedade e o Estado convivem pacificamente com a privatização do espaço público – lojas e bares que atravancam as calçadas, painéis publicitários que poluem a nossa visão – mas reage indignada se um grupo cultural pretende fechar uma rua ou ocupar uma praça para uma quermesse, uma apresentação de música ou teatro, uma oficina de grafite. Se alguém tentar grafitar um muro será acusado de vandalismo, se este mesmo alguém pintar uma mensagem comercial no mesmo muro, será um empreendedor.
Nesta linha vai o pensamento de Paulo Freire. Para ele cultura é atividade humana de trabalho que transforma, produzido por homens e mulheres que constituem diferentes movimentos e grupos culturais. Em seus livros “Ação Cultural para a Liberdade” e “Educação como Prática da Liberdade”, Paulo Freire vê “a cultura como aquisição sistemática da experiência humana”, como o “acrescentamento que o homem faz ao mundo que não fez. A cultura como resultado de seu trabalho. De seu esforço criador e recriador”. E tudo isso, diz ele, em um sentido de mão e contramão. Como afirma Carlos Rodrigues Brandão comentando estas obras no “Dicionário Paulo Freire”, “culturas são socialmente criadas, preservadas e transformadas em e como contextos políticos. Isto é, têm sempre a ver com a gestão do poder simbólico. Por isso seria possível falar em 'cultura dominante'; 'cultura dominada'; 'cultura alienada'; 'cultura popular'”. E Brandão continua, agora refletindo sobre a concepção de cultura popular de Paulo Freire: “Assim, em uma sociedade desigual, regida pela desigualdade em todos os setores da vida social, das relações de produção de bens materiais às relações simbólicas de criação e comunicação de significados e valores, as culturas das pessoas, grupos e classes subalternas são elas próprias regidas por uma autonomia muito restrita”.
Esta dominação de classe traduz-se, diz Paulo Freire, em uma “cultura do silêncio”, que é assim explicitada por Cecília Osowski no mesmo “Dicionário Paulo Freire”: “Para Paulo Freire a cultura do silêncio é produzida pela impossibilidade de homens e mulheres dizerem sua palavra, de manifestarem-se como sujeitos da práxis e cidadãos políticos, sem condições de interferirem na realidade que os cerca, geralmente opressora e/ou desvinculada da sua própria cultura. Ela [a cultura do silêncio] é o resultdo de ações político-culturais das classes dominantes, produzindo sujeitos que se encontram silenciados, impedidos de expressar seus pensamentos e afirmar suas verdades, enfim, negados em seu direito de agir e de serem autênticos.”

O que entendo por cultura
Cultura é um conceito difícil de definir com precisão, existindo mais de trezentas definições catalogadas nos manuais de antropologia cultural. Dentre estas, a noção mais aceita entre os antropólogos é a de modo de vida: a cultura corresponde ao modo de vida de um povo ou comunidade, constituindo e expressando o seu modo de sentir, pensar e agir. Esta noção – que é bastante adequada por ser sensível à diversidade cultural e à igualdade de direitos para as diferentes culturas - parte do princípio de que todos os povos ou grupos étnicos possuem cultura e nenhuma cultura é superior a outra.
Já desenvolvi isto em um artigo que postei lá nos primeiros dias de existência deste blog. Não vou reproduzir aqui aquela argumentação, mas retomo uma breve definição que coloquei como rodapé do blog:
A cultura, considerada como modo de vida, isto é, como o modo de sentir, pensar e agir de sociedades, povos ou nações, possui necessariamente três dimensões: a dimensão de produção simbólica (foco na valorização da diversidade, das expressões e dos valores culturais), a dimensão de direito da cidadania (foco nas ações de inclusão social por meio da cultura) e a dimensão econômica (foco na geração de empregos e renda, fortalecimento de cadeias produtivas e regulação).
Estas três dimensões do conceito de cultura precisam funcionar como tripé fundamental para o desenvolvimento das novas políticas culturais sob responsabilidade do poder público e devem estender-se de modo a embasar todas as políticas públicas para a cultura em todos os níveis de governo, tendo como parâmetros a promoção do acesso aos meios de fruição, produção e difusão cultural e o debate democrático dos critérios e objetivos da política cultural.

Penso que esta compreensão de cultura permite dar continuidade aos trabalhos do fórum e pode orientar suas discussões, pois se queremos democratizar a cultura é fundamental estabelecer um diálogo público sobre o fazer cultural, destacando a necessidade de um trabalho conjunto entre Estado e Sociedade para a construção de políticas públicas de cultura que contemplem a diversidade das expressões culturais no âmbito do município.
Esta postagem ficou enorme e por isso vou parar. Gostaria de comentários e outras opiniões.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Avaliando a reunião do dia 21

Na reunião do dia 21/01 participei apenas de primeira metade, em que foram levantadas diversas considerações sobre os problemas, dificuldades, necessidades e possibilidades do campo da cultura em Santa Cruz do Sul. Na segunda parte da reunião não pude estar presente e até agora não tive acesso a um relato consolidado da discussão sobre a constituição do Conselho Municipal de Cultura e sobre a continuidade e objetivos do nosso fórum. Porém, as informações que me chegaram através de algumas conversas e por email apontam para uma certa preocupação com o rumo do fórum. Penso que poderíamos ter aqui no blog uma rodada de relatos que socializassem para todos as impressões de cada um sobre a reunião para podermos pensar a continuidade.
De minha parte, penso ser importante esclarecer que este blog não tem dono, é de todos que, tendo participado de uma das duas reuniões do que estou chamando de fórum de cidadãos e cidadãs interessados na discussão democrática de políticas públicas para a cultura, deixaram um endereço eletrônico para poderem ser convidados como autores do blog. Ainda não fiz o convite aos companheiros e companheiras que estiveram na segunda reunião porque ainda não recebi a lista de presenças, que ficou com o Neidmar. Assim que tiver esta listagem encaminharei os convites para participarem da autoria do blog. Por enquanto podem participar fazendo comentários (peço que coloquem o nome nos comentário para que eu possa publicá-los como postagens).
Ao dizer que o blog é de todos nós, digo também que o blog não tem sentido sem o fórum. A função do blog é repercutir, aprofundar, ampliar, esclarecer, organizar, encaminhar, as questões surgidas na reunião presencial. Por isso defendo que continuemos tendo uma reunião por mês, desde que efetivamente usemos o blog para preparar a reunião. E assim como o blog, o fórum também não tem dono, é de todos que o fazem acontecer participando da reunião, fazendo convites para que outros participem, dando a sua opinião,apresentando propostas, dúvidas e sugestões, fazendo fluir a comunicação e o debate sobre a cultura. Aqueles de nós que chamaram a primeira reunião, que apareceram no jornal, que fizeramo blog, fizeram o que era preciso para dar início ao processo. Agora que o fórum está andando, a responsabilidade é de todos e ninguém têm mais peso ou privilégio por ter convocado a reunião. E se a responsabilidade é de todos, a continuidade está nas mãos de todos e de cada um.
Para mim esta continuidade é importante. Em um mês saltamos de 15 para 45 pessoas na reunião. 45 pessoas reunidas às 18 horas de uma quarta-feira de janeiro. É muita gente para perdermos esta possibilidade de trabalharmos juntos pelo desenvolvimento cultural do município. Ainda mais que estas 45 pessoas, na diversidade de suas atividades e interesses, expresssam o quanto é múltipla e complexa a questão cultural em nossa cidade.
Sendo assim, eu pergunto a todos: qual a avaliação da última reunião?, qual a data da próxima reunião?, que tópicos devem fazer parte da pauta?

Comentário
Iran Pas disse...

Ola! Olha só não pude estar presente na reunião em função de um compromisso na cidade de Charqueadas naquele dia. Gostaria de saber o que foi discutido para poder emitir alguns comentários e sugestões. Acredito que o fórum é importante e deve continuar como um espaço aberto e livre para debates sem oficialização (já existe uma série de entidades todas autônomas que atendem a segmentos importantes). O fórum me parece é um espaço de dialogo entre essas entidades e projetos culturais e dele devem surgir iniciativas como o conselho de cultura, proposições para as mais diferentes áreas culturais etc., no entanto nenhuma organização deve se sentir impelida a fazer parte ou mesmo a esse fórum decidir o que deve ou não ser feito em termos de cultura, mas reafirmo que ele é o espaço importante para debatermos e aprimorarmos e potencializarmos nossas ações.
26 de Janeiro de 2009 10:17

Caco Baptista disse...
Concordo com a intervenção do Iran. Penso que esta é a melhor maneira de tratarmos o fórum: um espaço para o debate, aprimoramento e potencialização de ações no campo cultural, sem a pretensão de substituirmos outros grupos, entidades e movimentos. Um espaço aberto a todos sem que ninguém precise ser obrigado a participar.
Se o fórum for este espaço aberto de discusões, a criação de comissões, comitês, grupos ou o que for, para estudos aprofundados ou implementação de propostas - grupos técnicos, como chegou a ser falado na reunião - pode ser feita, mas como iniciativa de pessoas e entidades e não do fórum. Ou seja, o fórum da cultura não quer ocupar nem o lugar do Departamento de Cultura nem do Novos Rumos nem competir com estas instâncias. Estudos técnicos são necessários e bem vindos, mas não cabe ao fórum formalizar projetos ou disputar espaços com quem quer que seja. Nosso objetivo é criar um espaço de debate que possa influenciar na melhoria das políticas de cultura em Santa Cruz do Sul.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

ainda a mídia livre - edital para pontos de mídia livre

Do blog do Rovai (http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/blog/)

Pontos de Mídia Livre serão lançados em Belém
(22/01/2009 17:57)

Em junho do ano passado aconteceu o Fórum de Mídia Livre na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Uma das principais reivindicações daquele evento foi que nos moldes dos Pontos de Cultura fossem criados, pelo Governo Federal, mais precisamente pelo MinC, os Pontos de Mídia Livre.
Pois é, o secretário Célio Turino está indo a Belém para numa atividade do Fórum Mundial de Mídia Livre anunciar o lançamento do edital. Trata-se de uma conquista importantíssima e que precisa ser divulgada. E já há uma articulação em Vitória para que a prefeitura faça o mesmo, lançando um edital municipal. Isso pode começar a dar o mínimo de suporte para que floresçam iniciativas midialivristas Brasil afora.
Neste primeiro edital estará estabelecido que o MinC premiará 60 iniciativas de comunicação compartilhada, ou seja, midialivristas. Poderão candidatar-se blogs, sites, rádios e TVs livres, estúdios de produção de áudio e vídeo, fanzines e outras formas de mídia – desde que promovam interatividade com o público. Assim como os Pontos de Cultura – que se espalharam pelas periferias brasileiras e ganharam reconhecimento internacional – os Pontos de Mídia Livre rejeitam o papel tradicional do Estado. Quem produz Cultura (ou Comunicação) é a sociedade. Cabe ao poder público prover condições para tanto.
Dez Pontos de Mídia Livre, premiados na categoria nacional, receberão incentivo de R$ 120 mil, para multiplicar e aperfeiçoar seu trabalho. Cinqüenta Pontos, na categoria regional ou local, receberão R$ 40 mil cada um. Os detalhes do edital estão em www.cultura.gov.br/cultura_viva.
Estaremos em Belém com o secretário Célio Turino para debater a questão. O evento será no dia 29 de janeiro (quinta-feira), das 12h as 15h, e faz parte da programação do Fórum Mundial de Mídia Livre.
Local: UFPA Profissional, bloco KP, sala KP07.
Participantes: Célio Turino (Ministério da Cultura), Antônio Martins (Le Monde Diplomatique Brasil), Renato Rovai (Revista Fórum), Ivana Bentes (UFJR), Giusepe Cocco (Revista Global) e Altamiro Borges (site Vermelho).

Mídia Livre

Aina à espera de notícias sobre as deliberações da reunião de quarta, aproveito para postar matéria publicada no blog do Rovai (http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/blog/) sobre o Fórum Mundial de Mídia Livre.


Midialivristas do mundo todo, unamo-nos
(16/01/2009 19:24)

Debater alternativas para construir uma nova estrutura de comunicação planetária é fundamental para que possamos sonhar com um Outro Mundo Possível. Nos dias 26 e 27 de janeiro, midialivristas de todos os cantos do planeta vão se reunir em Belém para encarar esse desafio. Estaremos lá construindo juntos a primeira edição do Fórum Mundial de Mídia Livre. A programação terá duas mesas, um seminário e um assembléião de confraternização e encaminhamentos.

A primeira mesa será sobre “Como Ampliar o Midialivrismo”. A idéia é debater formas de aumentar a capacidade de nossa rede de informação para que os veículos que produzimos se tornem ainda mais fortes.

A verdade é que o campo da informação midialivrista já é muito maior do que nossos adversários midiáticos gostariam que fosse. E só não tem sua real importância reconhecida porque se isso acontecer teremos de receber o apoio que eles recebem, por exemplo, em verbas públicas.

A mesa dois será: “A Mídia e a Crise”. Nela será discutido o comportamento e a responsabilidade dos conglomerados midiáticos na atual crise da globalização. O processo de desinformação a que fomos submetidos teve e tem um preço. E a mídia comercial é sócia desta conta.

Ainda no primeiro dia acontecerá o Seminário de Comunicação Compartilhada, que tem, como um dos objetivos, criar interação entre projetos e midialivristas brasileiros e internacionais no exercício de outra comunicação.

No dia 27, antes da marcha, a idéia que está em debate é de realizar uma grande assembléia/confraternização de midialivristas. Nela, os participantes poderiam tanto apresentar seus projetos, como propostas de luta e/ou mesmo buscar parceiros para novas iniciativas midiáticas.

Como tudo que acontece na dinâmica do FSM, o FMML também vem sendo realizado na militância e na base do consenso progressivo.

Nos próximos dias, teremos outras novidades. O mais importante agora é que você nos ajude na divulgação e construção deste evento. Coloque o link da programação no seu site, blogue, portal. Divulgue na sua rádioweb. Grite aí pro vizinho do lado. Vamos fazer barulho juntos. E mostrar a força que esse movimento já tem.

http://forumdemidialivre.blogspot.com/

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

E aí, como foi a reunião?

Tivemos ontem nossa segunda reunião. Estiveram presentes mais de 40 pessoas dos mais variados segmentos da sociedade. Além de dirigentes de entidades culturais, de artistas reconhecidos e outros iniciando sua caminhada, tivemos uma forte representação da SMEC e do Departamento de Cultura, um vereador e, para o meu gosto a melhor parte, diversas pessoas ligadas a movimentos sociais como associações de moradores, associação de catadores de material reciclável e membros de diferentes Conselhos Municipais(das mulheres,da igualdade racial,dos deficientes visuais e auditivos).
Tive de sair antes do final e perdi a discussão sobre o Conselho Municipal de Cultura. Estou curioso parasaber como se deu esta discussão, que é um dos principais motivos que me levaram a participar deste fórum. Repito que não sei o que foi debatido nem qual era a proposta do Departamento de Cultura, mas entendo que o fato do DC estar reportando-se ao nosso fórum para apresentar em primeira mão suas idéias é algo muito importante e que precisa ser destacado. Penso que indica uma postura séria e aberta do governo municipal diante da discussão cultural e indica também a força e a importância da articulação cidadã. Espero que possamos avançar neste tópico e continuar fazendo uma interlocução transparente e responsável, tendo em mente a busca do melhor para a cultura em Santa Cruz do Sul.
Espero notícias de quem esteve até final e peço que algum dos autores do blog poste aqui um relato dos debates e as decisões tomadas.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

proposta de pauta para a reunião de quarta-feira dia 21/01 no Espaço Camarim das 18h às 20h

Quero adiantar uma proposta de pauta para a nossa reunião. Obviamente, a decisão sobre pauta e funcionamento da reunião deve ser tomada na própria reunião, em seus minutos iniciais, mas penso que adiantar agora uma proposta ajudará a ganharmos tempo no dia. Considerando o que foi conversado na reunião anterior e também as propostas e sugestões que surgiram depois (seja no blog, seja em conversas pela cidade) proponho a seguinte pauta:

organização da reunião - proposta de divisão do tempo (120 min):
brevíssima apresentação dos presentes – 10 min

definição da pauta - 15 min

o que queremos para a cultura em SCS
- 30 min
propostas para construir uma política cultural,
propostas de ações culturais específicas,
sugestões diversas

Conselho Municipal de Cultura - 30 min
o que é?
por que criar?
como constituir?
qual o pensamento da SMEC?

o que queremos com nossa articulação e qual o nosso próximo passo?
- 30 min
quais são nossos objetivos e expectativas?
como dar continuidade ao fórum?
como nos organizarmos?
quais os objetivos imediatos?
qual o objetivo estratégico?


todos os presentes têm direito a voz e voto
para falar cada participante deve inscrever-se junto à coordenação da reunião e terá 3 minutos para a sua manifestação

sugestões para a reunião de quarta

Recebi a mensagem abaixo do artista plástico Joe Nunes com uma convocatória à participação na nossa reunião de quarta-feira, dia 21. A mensagem trás também alguns comentários sobre a entrevista da secretária de educação e cultura publicada no sábado e ainda algumas sugestões de pauta para a reunião. Quero agradecer ao Joe pela mensgem e pelo empenho.


"Olá companheiros e companheiras artistas e batalhadores da arte em Santa Cruz,

Após a 1ª reunião em dezembro do ano passado o fórum de discussões sobre a cultura em nosso município, na qual infelizmente não estive presente, ficou agendada a data para a segunda reunião:

Data: 21 de janeiro (quarta-feira)
Local: Espaço Camarim (Marechal Floriano esquina Borges de Medeiros, ao lado da Livraria Iluminura).
Horário: 18 horas e término às 20 horas


Hoje no jornal Gazeta do Sul a Secretária de Educação e Cultura de Santa Cruz expôs os seus projetos para a cultura no município. No entanto, em momento algum sequer comentou no maior problema enfrentado pelos artistas do município: INCENTIVO (não tapinha nas costas e elogios e sim o reconhecimento aos artistas -verdadeiros- que almejam viver de sua arte).
Nunca alguma Secretaria de Educação e Cultura deu apoio financeiro para os artistas daqui. Tenho certeza que com a nossa união em torno disso poderemos alcançar algumas e fundamentais metas:
1. A divisão com igualdade dos espaços de cultura e oportunidades. Retirando da mão de uma elite ultrapassada o controle das expressões culturais do município (A verdadeira democratização da cultura)
2. A criação de uma LEI MUNICIPAL DE INCENTIVO A CULTURA (sendo que o fundo já existe).
3. A criação do CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA (para que os principais interessados (artistas e comunidade) possam gerir as verbas do Fundo Municipal de Cultura e decidir horizontalmente sobre o que deve ser feito no município sobre o assunto arte e cultura. Como presidente de um conselho municipal (Compede) tenho experiência de sobra para saber que um conselho só tem legitimidade quando é criado dentro da sociedade civil e a mesma é quem pauta o município (e não o contrário) no que diz respeito aos seus interesses e o que pretende realizar.

A sugestão é de que nessa reunião seja articulada uma comissão para a criação do CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA.

Lembro a todos e todas que se tornou lugar comum em conversas com artistas à queixa de que a situação da cultura em Santa Cruz é de mal a pior. Então está na hora de descruzarmos os braços e fazermos algo para mudarmos isso! Espero que a nossa prática não fique longe de nosso discurso... Essa é a hora!
Joe Nunes
Artista Plástico

sábado, 17 de janeiro de 2009

reunião no dia 21, 18 horas, Espaço Camarim

Lembro a todos que no dia 21 de janeiro, quarta-feira, teremos a próxima reunião do nosso fórum da cultura. A reunião acontecerá no Espaço Camarim (Marechal Floriano, entre a livraria Iluminura e a choperia Provisório)das 18 h às 20 horas.
Entre os pontos de discussão teremosos próximos passos da organização do fórum e a proposta de criação do Conselho Municipal de Cultura. Num próximo post pretendo apresentar uma sugestão de pauta.

entrevista com a secretária de educação e cultura

meus amigos, transcrevo aqui a entrevista da secretária da SMEC para o jornal Gazeta do Sul. A entrevista foi feita pelo jornalistaRoberto Patta e foi publicada na edição de hoje do jornal,na página 3 do caderno Magazine. O link para a matéria do jornal é http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_noticia.php&intIdConteudo=107879&intIdEdicao=1680


Hora de revitalizar a cultura Gazeta do Sul, Ano 64 - sábado e domingo, 17 e 18 de janeiro de 2009

Planos não faltam na gestão da secretária de Educação e Cultura, Rejane Frantz Henn. Depois de renunciar à presidência do 18º Núcleo do Cpers/Sindicato, ela encara agora o desafio de revitalizar o setor em Santa Cruz do Sul e com uma meta bem definida: tornar o município um polo regional das artes. Mas para isso não estará sozinha. Ela escolheu a ex-secretária de Cultura e Turismo de Vera Cruz, Marli Silveira, para dirigir o Departamento de Cultura.

“Queremos aproximar a educação da cultura, com ações planejadas e integradas.” Junto com a elaboração de projetos, a secretária quer captar recursos, especialmente no âmbito federal. “Buscaremos incentivos de grandes empresas da iniciativa privada, através de editais que elas lançam. Estaremos atentos para tentar encaixar projetos que já estão sendo pensados para conseguirmos revitalizar a cultura.”

Conforme Rejane, a criação do Fundo Municipal da Cultura é um dos primeiros passos da nova administração. “Também pensamos na criação do Conselho Municipal da Cultura, que já existiu em outras épocas, porque uma das marcas do nosso governo é o apoio aos Conselhos. Eles são representativos e expressam a opinião de segmentos importantes da sociedade.”

Várias oficinas que atendem às comunidades escolares e o público em geral estão em andamento. A ideia é ampliar as vagas e levá-las aos bairros. “Vamos transformar a unidade móvel de informática na da cultura e fazer articulações com os bairros, especialmente da periferia, para levarmos a cultura onde o povo está.”

O que diz a Secretária
Memorial das Artes de Santa Cruz (Masc) “Precisamos aproveitar melhor o espaço em parceria com as escolas. O Memorial já trouxe importantes exposições e pensamos que tenha que ser melhor articulado com as escolas. Num primeiro momento, ainda precisamos de funcionários, tem alguns deles que os contratos estão findando e estamos trabalhando para reorganizar isso. A ideia é que fique aberto em horários alternativos, como ao meio-dia e à tardinha para que as pessoas, especialmente os trabalhadores do comércio, tenham oportunidade de apreciar a arte.”
Centro de Cultura Jornalista Francisco José Frantz “Vamos revitalizá-lo, porque lá temos um espaço interessante na parte de cima e que não está sendo bem aproveitado. Uma das ideias é oferecer algumas oficinas.”
Cultura para todos “Pensamos em levar as manifestações culturais para os bairros, porque é uma questão que tem que ser construída para mudar a mentalidade. O Masc não pode ser apenas de uma camada social, a Casa das Artes Regina Simonis de outra e o Centro de Cultura para outra. O espaço é de todos e é nesse sentido que estamos trabalhando. Não é uma coisa que acontece de uma hora para outra, é um processo. Nas nossas jornadas pedagógicas, já estamos trazendo a questão para o debate da diversidade cultural. É plantar a sementinha entre os professores, entre os profissionais da educação, para que eles, articulados com o Departamento de Cultura, possam fazer esse link.”
Escolha de Marli “Foi uma pessoa que realizou um ótimo trabalho em Vera Cruz. Ela tem uma afinidade com o nosso projeto. Lá, num município pequeno, com pouco recurso, com um número reduzido de profissionais trabalhando pela cultura, se conseguiu fazer muitas coisas e houve um salto de qualidade. O nosso convite foi pela experiência que ela adquiriu na elaboração de projetos e captação de recursos. Queríamos aliar isso, essa experiência, com o perfil que a coordenadora Marli tem.”
Visitação no vagão de trem “A ideia era trazer mais de um vagão e uma locomotiva. Ela está trancada no porto de Tubarão. Houve um problema técnico e prático para retirar essa máquina, mas para isso teria que dar uma contrapartida de qualquer outra máquina, e houve um problema nessa tramitação. Por questão de orçamento, se acabou ficando com apenas um vagão. A ideia era colocar exposições num, vídeo no outro, além de outras atividades. Queremos trazer o trem de volta, como foi no passado, e resgatar a história do município. Há um projeto da nova gestão de se fazer um concurso de curtas, há captação de recursos de fora para isso, através de projeto. As escolas participariam. Os alunos seriam os atores. Pensamos ainda em uma exposição fotográfica e apresentação de vídeos produzidos pelos estudantes. É um projeto que parte do que já existe. Estamos tentando acrescentar novas ideias.”
Localização da Biblioteca “Concordamos com a ideia de que é preciso levar a Biblioteca Pública Municipal para mais perto do centro da cidade. As pessoas precisam desse espaço para a leitura, especialmente nos horários do meio-dia e final da tarde. No momento, não temos um espaço disponível, mas há uma ideia de se aproveitar o prédio da Prefeitura, na Praça da Bandeira. Aquele prédio tem problemas estruturais e precisaria passar por uma ampla reforma. No momento, também não há recursos. Pensamos que é preciso elaborar um grande projeto. Vamos discutir com a sociedade se esse é o melhor espaço ou se existe um local alternativo. Em maio, estaremos elaborando o Plano Plurianual e é possível que apresentemos essa possibilidade. Existem verbas do Ministério da Cultura e estamos pesquisando para saber até que ponto seria viável a captação de recursos para reforma de prédio histórico.”

Outras
– Criar programas como o Domingo da Arte, na Praça Siegfried Heuser, reunindo artistas e outros profissionais e garantindo finais de semanas de lazer, cultura e entretenimento à comunidade santa-cruzense.
– Organizar festivais de artes cênicas e música.
– Em parceria com o Centro de Ensino e Pesquisas Arqueológicas (Cepa) da Unisc, Museu do Colégio Mauá, Departamento de História da Unisc e Centro de Documentação (Cedoc), elaborar e dar andamento a uma política pública municipal de apoio e promoção ao patrimônio, memória e história.
– Inserir o município em programas, projetos e editais dos governos estadual e federal.
– Apoiar bandas, grupos, movimentos, entre outras entidades artísticas, e realizar parcerias com outras entidades culturais ou que realizem projetos no setor cultural (Sesc, Unisc, Sesi, Pró-Cultura, Associação dos Amigos do Cinema e outras).

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

BID recebe propostas para apoiar projetos de desenvolvimento cultural

Recebi esta mensagem de um dos seguidores do blog e coloco na roda para os interessados:


O Centro Cultural do Banco Interamericano de Desenvolvimento [BID] está recebendo propostas para concessão de ajuda financeira a projetos de desenvolvimento cultural de pequena escala em 2009. As candidaturas devem ser feitas até 31 de janeiro, junto às representações do BID nos 26 países da América Latina e do Caribe que são membros mutuários do banco. As doações, únicas, em valores que variam de US$ 3 mil a US$ 10 mil, serão concedidas a projetos que satisfaçam uma necessidade local, contribuam para os valores culturais, estimulem a atividade econômica e social de forma inovadora e bem-sucedida, apóiem a excelência artística e contribuam para o desenvolvimento dos jovens e da comunidade. O edital, assim como outras informações, estão disponíveis em
http://www.iadb. org/exr/cultural /information_ bulletins/ BASES08_por. pdf.

sábado, 10 de janeiro de 2009

13 pontos para uma política cultural com vistas à democratização da cultura

Vou retomar minha postagem de 25 de dezembro e reapresentar a proposta de 13 pontos para uma política cultural com vistas à democratização da cultura. Percebam que sou insistente: apresentei estes pontos na primeira reunião, os reapresentei aqui no blog e volto a fazê-lo agora. A cada versão, uma revisão. A cada revisão, algumas pequenas modificações. Penso que o debate público pode levar a novas revisões e outras tantas modificações. Se isso ocorrer, deixa de ser a proposta de um indivíduo e passa a ser a proposta coletiva dos debatedores (por extensão, de todo o fórum).
Penso que se a gente quer meso "democratizar", "descentralizar", "repensar", a cultura no município, precisamos apresentar idéias para o debate público. É o que faço com estes 13 pontos: apresento idéias para serem debatidas, idéias em elaboração, sem certezas. No debate, poderão ser aperfeiçoadas, modificadas, descartadas, ampliadas, reduzidas.
Não penso que estes 13 pontos devam ser objeto de discussão na reunião do Fórum dia 21 de janeiro. Penso que, se for o caso, o debate deve ser feito no blog. Para a reunião do dia 21 apresentarei uma proposta de pauta numa próxima postagem.
Caco


13 pontos para uma política cultural com vistas à democratização da cultura

1.integrar a Política Cultural do município ao processo de desenvolvimento local (econômico, social, político), compreendendo a cultura como processo social de produção e estimulando a consolidação da cadeia produtiva da cultura como política de geração de trabalho e renda;
2.articular a política pública de cultura às políticas públicas de educação e de juventude, elaborando e desenvolvendo programas e projetos em conjunto com as instâncias responsáveis por estas áreas;
3.reconhecer o pluralismo e a diversidade culturais, respeitando as diferentes identidades e formas de expressão, resgatando as culturas de comunidades esquecidas e estimulando a valorização de raízes e heranças culturais e identitárias;
4.compreender a participação da sociedade como principio constitutivo do processo de formulação de políticas culturais, definindo canais e formas de debate e participação dos cidadãos nas decisões culturais do município (como conselhos, fóruns, conferências, etc.);
5.descentralizar e democratizar as atividades e serviços culturais, possibilitando e facilitando o acesso da população aos bens e equipamentos culturais do município, promovendo atividades e projetos nos bairros, garantindo infra-estrutura para atividades culturais comunitárias e apoiando a formação de redes e entidades culturais independentes
6.promover a integração cultural/social no âmbito da vida cotidiana, estimulando a apropriação cultural de espaços públicos (praças, ruas, pontos de ônibus, etc.) e disseminando oportunidades de fruição cultural;
7.estimular a formação cultural dos agentes culturais municipais (bibliotecários, professores, oficineiros, artistas, técnicos, funcionários de centros e casas de cultura, gestores culturais de diversas áreas e níveis) através de programas específicos de formação continuada (em parceria com universidades, com o MinC etc);
8.estimular a formação cultural da população, constituindo núcleos de aprendizado, produção e assessoria à expressão artística, articulando e oferecendo laboratórios de apoio à expressão e oficinas de arte, abrangendo técnicas de criação e produção em áreas como teatro, música, literatura, artes plásticas, vídeo, fotografia, dança etc
9.descobrir e estimular o trabalho experimental das comunidades locais e de artistas não consagrados, bem como resgatar e estimular a produção cultural tradicional das comunidades locais e de artistas não conhecidos;
10.apoiar e valorizar os artista locais, nas diferentes linguagens e expressões artísticas, estimulando a viabilização de um circuito artístico profissional e disponibilizando locais para a produção e apresentação de seus trabalhos (conforme critérios específicos a definir);
11.recuperar e manter a memória cultural do município, estimulando a realização de pesquisas, gravação de entrevistas e depoimentos, resgate e organização de arquivos, coleções de documentos e acervos de obras de arte etc;
12.instituir programas de educação pela cultura, organizados conjuntamente com os educadores e alunos da rede escolar no município, envolvendo a realização de eventos complementares aos conteúdos escolares, como espetáculos, mostras culturais e científicas, exposições de cultura ou arte, conferências e debates, exibição de filmes, visitas orientadas a museus, galerias, prédios e monumentos históricos e a locais de interesse geográfico, geológico, sociológico, antropológico etc ;
13.propor a fixação de dotações orçamentárias específicas para a cultura, vinculadas à arrecadação tributária municipal, bem como a constituição de um fundo municipal de cultura e a definição de critérios para o financiamento público da cultura.

sábado, 3 de janeiro de 2009

sugestão de pauta

Quero destacar que o blog recebeu um primeiro comentário (no post Miscelânea), com uma sugestão de ponto de discussão para a próxima reunião. O comentário foi feito por alguém que nã deixou o nome. Penso que é um tópico importante e que deve sim merecer nossa atenção:

"Um assunto importante que deve ser colocado em pauta para a próxima reunião, é o que trata do resgate e manutenção a memória cultural do município: pesquisas,depoimentos, gravações, arquivos, estímulos a participação da população, acervo de obras de arte etc."
30 de Dezembro de 2008 14:42